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ENCONTROS ABM #2: Das Teorias do Compor à Composição

com Ricardo Tacuchian (moderador), Felipe Lara, Liduino Pitombeira e Paulo Costa Lima

ENCONTROS ABM #2: Das Teorias do Compor à Composição
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A Academia Brasileira de Música convida para “Encontros ABM 2026”, série de eventos mensais online realizados mensalmente entre março e novembro. Através de debates, músicos convidados suscitam a reflexão sobre temas atuais e relevantes para o desenvolvimento da música brasileira.

 

Ao longo deste ano, os encontros trarão nove debates sobre o tema “Pensar a composição brasileira hoje: chaves para a criação, a interpretação e a recepção da música brasileira contemporânea, com debatedores convidados e mediadores de elevado conhecimento composicional.

 

Na terça-feira, dia 14 de abril, às 18h, a ABM vai promover mais uma edição dos “Encontros ABM”. Com transmissão ao vivo pelo nosso canal na plataforma YouTube, a “Roda de conversa” aborda a composição sob a perspectiva das suas teorizações, considerando a passagem entre sistemas teóricos, modelos analíticos e a prática efetiva da composição. Com moderação de Ricardo Tacuchian, Felipe Lara, Liduino Pitombeira e Paulo Costa Lima, cujas trajetórias na composição articulam reflexão conceitual e produção artística, discute-se como teorias do compor se transformam em escolhas formais, técnicas e poéticas, evidenciando a relação dinâmica entre pensamento abstrato, método e invenção musical.

 

Link para assistir ao vivo no YOUTUBE:

 

Felipe Lara é compositor brasileiro amplamente reconhecido, considerado pelo New York Times como “a gifted Brazilian-American modernist”, tem na riqueza tímbrica um de seus principais destaques artísticos. Em contextos sonoros únicos, transforma propriedades acústicas e referências extramusicais em estruturas composicionais próprias. Recebeu encomendas de importantes intérpretes, conjuntos e instituições internacionais, como o Arditti Quartet, Ensemble InterContemporain, Ensemble Modern, International Contemporary Ensemble e as filarmônicas de Los Angeles, Helsinque, Nova York e São Paulo. Suas obras são apresentadas em festivais e salas de concerto de destaque mundial, incluindo Carnegie Hall, Lincoln Center, Walt Disney Hall, Sala São Paulo, Philharmonie de Paris e Donaueschinger Musiktage. Finalista do Prêmio Pulitzer em 2024, Lara é atualmente professor associado de composição no Peabody Institute da Johns Hopkins University. Sua trajetória conecta ativamente as cenas musicais do Brasil e dos Estados Unidos, promovendo intercâmbios artísticos e novas criações contemporâneas.

 

Liduino Pitombeira é professor de composição da Escola de música da Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos nomes mais relevantes da música contemporânea brasileira. Pela Louisiana State University, recebeu os títulos de doutor em composição e teoria e mestre em composição. Suas obras são frequentemente executadas no Brasil e no exterior por renomados conjuntos de câmera e orquestras (Berlin Philharmonic Wind Quintet, Louisiana Sinfonietta, New York University New Music Trio, The Chicago Philharmonic e Poznan Philharmonic, da Polônia). Dentre as premiações conquistadas, destacam-se no Brasil: 1º Prêmio no concurso de composição “Sinfonia dos 500 Anos” e 1º Prêmio no I concurso nacional Camargo Guarnieri. Nos Estados Unidos, recebeu o prêmio de compositor do ano no “2003 MTNA-Shepherd Distinguished Composer of the Year” por seu trio “Brazilian Landscapes no1”, além de outras premiações para a série *Brazilian Landscapes* (Nº 2, Nº 6 e Nº 9). Suas peças são publicadas pela Peters, Bella Musica, Criadores do Brasil — Osesp, Conners, Alry, RioArte e Irmãos Vitale. Gravações de suas obras estão disponíveis nos selos Magni, Summit, Centaur, Antes, Filarmonika, Blue Griffin e Bis. Liduino também é pesquisador no campo de estudos da teoria composicional, tendo artigos publicados em importantes periódicos da música no Brasil e no exterior.  Em 2019, foi agraciado com a Medalha Villa-Lobos da Academia Brasileira de Música, onde atualmente ocupa a cadeira 28.

 

Paulo Costa Lima concebe o compor como estrada, destacando: 1969 – Seminários de Música da UFBA. 1976 – Herbert Brün e a University of Illinois. 50 anos de invenção musical: 160 obras, 600 execuções (200 internacionais), 22 orquestras, 41 maestros/maestras, 90 vídeo-performances, 23 prêmios e comissionamentos. Outros compores: 1) 47 anos de ensino na UFBA (1979–2026), 11 doutores e 12 mestres — compor e ensinar são a mesma coisa; mentor de uma nova geração de compositores baianos. 2) O compor da gestão (que é espetáculo): 22 anos tramando caminhos institucionais coletivos, articulando desejos e emancipação – Editor da Revista Art, Diretor da EMUS-UFBA (fundação do PPGMUS), Pró-Reitor e assessor da UFBA, gestor da cultura em Salvador (Fundação Gregório de Mattos, 2005-2008). 3) A pesquisa como um compor que tem organicidade e relativização, ou seja, pesquisar não é algo externo. Composição e cultura, como se entrelaçam? Pesquisador do CNPq desde 2003, 9 livros, organização de outros 7, artigos e capítulos — teoria da composicionalidade.

 

Ricardo Tacuchian, compositor de reconhecidos sucessos no Brasil e no exterior, conta em sua trajetória composicional inúmeras realizações. A fundação do grupo Ars Contemporânea (1971), a direção do grupo Síntese, voltado para o repertório medieval e renascentista. Doutor em composição pela University of Southern California, realizou estágio de pós-doutorado no Museu da música portuguesa, em Lisboa. Foi professor da Escola de música da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Instituto Villa-Lobos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, além de professor visitante da State University of New York at Albany e da Universidade Nova de Lisboa. No Centro de estudos brasileiros da Universidade de Salamanca ministrou curso sobre música do Brasil no século XX. Como compositor participou de vários festivais internacionais e teve obras executadas em todas as edições da Bienal de música brasileira contemporânea. Em 2000, com bolsa da Rockefeller Foundation, foi compositor residente na Villa Serbelloni, em Bellagio, Itália. Sua discografia conta com mais de uma centena de gravações em cerca de 40 itens discográficos. Segundo seu catálogo de obras, recentemente republicado pela ABM (2025), constam 242 composições para diversas formações instrumentais, vocais e mistas, do contexto camerístico ao sinfônico, frequentemente apresentadas no Brasil e em vários países da Europa, Ásia, América do Norte e América Latina. Na Academia Brasileira de Música, ocupando a cadeira nº 29, foi presidente em dois períodos: 1993 – 1997 e 2006 – 2009.

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