
O filme Universo Circular – Jocy de Oliveira, de Dácio Pinheiro, venceu a competição brasileira do 18º In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical. Segundo o júri, formado pelo jornalista musical, curador e criador do site Trabalho Sujo, Alexandre Matias, pelo cineasta Joel Zito Araújo e pela produtora executiva e sócia da Casa de Cinema de Porto Alegre, Nora Goulart, “o filme presta uma homenagem à altura da grandeza da pioneira compositora de música erudita e eletrônica brasileira”.
Segundo Jocy de Oliveira, que completa 90 anos em 2026, “o filme estreou recentemente no Festival de Cinema Indie Lisboa e fez sucesso por abraçar um formato livre, sem uma narrativa cronológica ou linear, seguindo minha maneira de trabalhar.” Para ela, o filme, ao apostar em uma narrativa não linear, como acontece em sua obra, tem grande apelo em diferentes públicos. “Essa tem sido a minha percepção desde minha primeira incursão a um gênero de teatro-música com o Apague meu spot light, em parceria com Luciano Berio em 1961. Acredito que, na época, esse conceito era mais penetrável, havia uma curiosidade pela descoberta.”
Esse ano, além do filme e de uma obra recém-estreada pelo Coro da Osesp, Hieródula, Jocy de Oliveira prepara a estreia de sua nova ópera, Medea e o direito de ser diferente, encomendada pelo Theatro Municipal de São Paulo. “Eu a chamo de postopera, já que alguns pesquisadores têm usado esse termo para definir minhas óperas que extrapolam o conceito do gênero; estou de acordo e adotei a classificação.”
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