
Encerrando a série Brasilianas 2026, que celebra os 81 anos da Academia Brasileira de Música, a Associação de Canto Coral (ACC), que neste ano celebra 85 anos de atividades ininterruptas, apresenta, no dia 2 de outubro, às 19h, no Salão Leopoldo Miguéz da Escola de Música da UFRJ, um concerto especial que reúne diferentes momentos da história da música brasileira. A entrada é franca.
O programa celebra quatro importantes marcos da música brasileira: os 150 anos de nascimento de Frei Pedro Sinzig (1876–1952), os 140 anos de João Batista Julião (1886–1961), o centenário de nascimento de Esther Scliar (1926–1978) e os 85 anos da Associação de Canto Coral, fundada em 1941.
Com regência do maestro Jésus Figueiredo e participação de Estêvão Santos, ao piano e órgão, o programa reúne obras de Esther Scliar, João Batista Julião, Ronaldo Miranda, Ricardo Tacuchian, Ernani Aguiar, José Maurício Nunes Garcia, Frei Pedro Sinzig e Heitor Villa-Lobos.
BRASILIANAS 2026
Academia Brasileira de Música – 81 anos
Homenagens
Frei Pedro Sinzig (1876-1952) 150 anos
João Batista Julião (1886-1961) 140 anos
Homenagens extraordinárias
Esther Scliar (1926-1978) 100 anos
Associação de Canto Coral (1941) 85 anos
PROGRAMA
2 de outubro | sexta-feira, às 19 horas
1 – Esther SCLIAR (1926-1978)
I. Lua, Lua (1965) Texto de Lúcia Candeil
II. Pachamama (1965) Motivo Inca
2 – João Batista JULIÃO (1886-1961)
I. Invocação para coro feminino. Texto de Jorge Faleiros.
II. Gondoleiro do amor, modinha brasileira para coro a três vozes. Texto de Castro Alves
3 – Ronaldo MIRANDA (1948) – Cantares, versão para coro misto (1969-1987)
4 – Ricardo TACUCHIAN (1939)
I. Conducting Class (1989)
II. A Anunciação (1977)
III. Glória a Deus nas alturas (2011)
5 – Ernani AGUIAR (1950)
I. Ave Maria IV (2010) estreia
II. Pai Nosso (2005) estreia
III. Aleluia (1995)
6 – José Maurício Nunes GARCIA (1767-1830) – Três movimentos da Missa de Santa Cecília (1826)
I. Kyrie eleison
II. Gloria in excelsis Deo
III. Et in terra pax
7 – Frei Pedro SINZIG (1876-1952) – Laudate Dominum op.80, para coro misto e órgão
8 – Heitor VILLA-LOBOS (1887-1959)
I. Invocação em defesa da pátria (1943) Texto de Manuel Bandeira
Solista: Loren Vandal (soprano)
II. Magnificat-Aleluia (1958)
Solista: Helena Lopes (mezzo)
Associação de Canto Coral
Regência de Jésus Figueiredo
Estêvão Santos (piano e órgão)
Caso não possa comparecer presencialmente, você poderá acompanhar o concerto ao vivo pelo YouTube:
Associação de Canto Coral
Fundada em dezembro de 1941, a Associação de Canto Coral (ACC) tem um papel importantíssimo no cenário da música clássica no Brasil. É objetivo da instituição divulgar a herança musical brasileira e as grandes obras do repertório internacional. Concertos no Brasil e no exterior, assim como gravações das principais obras corais do nosso período colonial marcaram esses mais de oitenta anos de atividades ininterruptas que elevaram a música coral ao mesmo patamar da música sinfônica. A fundadora e primeira diretora musical, Cleofe Person de Mattos, musicóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, estudou e descobriu obras de compositores do nosso passado musical, especialmente as do Padre José Maurício Nunes Garcia. Desta pesquisa resultou o resgate e a difusão de grande número de obras do nosso passado colonial. A ACC atuou com grandes orquestras, sob a direção de maestros renomados internacionalmente como Igor Stravinsky, Karl Richter, Victor Tevah, Sir Colin Davies, Helmuth Rilling, Jacques Pernoo e diretores brasileiros de prestígio, como Villa-Lobos, Camargo Guarnieri, Francisco Mignone, Isaac Karabtchevsky, Alceo Bocchino, Benito Juarez e Henrique Morelenbaum, entre outros. Sua numerosa discografia inclui autores nacionais como José Maurício Nunes Garcia e os setecentistas mineiros; os nacionalistas Villa-Lobos, Francisco Mignone, Brasílio Itiberê e Camargo Guarnieri; e os contemporâneos Almeida Prado, Marlos Nobre e Ricardo Tacuchian. A ACC promove palestras, ciclos de leituras de obras corais, vídeos comentados, cursos para professores, estudantes de música e comunidade coral, entre outras atividades. Atualmente presidida por Cristina Alvim, a ACC já esteve a cargo de nomes como Fernando Bicudo e Cícero Sandroni. Carlos Alberto Figueiredo e Valéria Matos foram seus diretores artísticos entre 1995 e 2012. A partir de 2013, o maestro Jésus Figueiredo assumiu a direção artística. A Associação de Canto Coral não conta com subsídios públicos, sendo mantida graças à contribuição de associados e eventual apoio de empresas privadas.
Jésus Figueiredo
Mestre pela Haute École de Musique de Genebra, na Suíça, especializou-se em música antiga, regência, órgão e cravo. É também bacharel em Regência e Órgão de Tubos pela Escola de Música da UFRJ e mestre em Musicologia, com pesquisa voltada para afinação baseada na acústica musical. No Theatro Municipal do Rio de Janeiro, atuou como maestro titular do coro por diversos anos e atualmente, como maestro colaborador, tem trabalhado na preparação de óperas, na direção de concertos e na regência de balés. Em 2010, conquistou o primeiro lugar no Concurso Nacional da Ópera de San Juan, na Argentina. No Brasil, já regeu diversas orquestras, incluindo a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Orquestra Sinfônica da UFRJ, Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, Orquestra Sinfônica Nacional da UFF e Orquestra Sinfônica Brasileira. Nos últimos anos, tem se dedicado intensamente à regência de balés, destacando-se a estreia mundial de Macunaíma, com música de Ronaldo Miranda, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Como preparador coral, recebeu prêmios da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte): em 1998, pela gravação da ópera Colombo, de Carlos Gomes, e, em 2016, pelas montagens de Don Quixote, de Massenet, e Lo Schiavo, de Carlos Gomes, apresentadas no Municipal do Rio. Desde 2022, tem dirigido na Suíça o Ensemble Gravidades, regendo obras de J.S. Bach, Antonio Vivaldi, Luigi Boccherini e Christoph Graupner, além de divulgar o repertório do compositor brasileiro José Maurício Nunes Garcia. Desde 2013, à frente da direção musical da Associação de Canto Coral (ACC), tem incentivado a criação de novas formações corais e a ampliação do repertório, abrangendo desde a música do período colonial brasileiro até a música contemporânea, incluindo produções operísticas. Atualmente, é regente do Coro Sinfônico e coordenador musical do Coro Tu Voz Mi Voz, ambos da ACC.
Serviço
BRASILIANAS 2026 – 81 anos da Academia Brasileira de Música
Associação de Canto Coral – 85 anos
Regência de Jésus FigueiredoEstêvão Santos (piano e órgão)
📅 2 de outubro, sexta-feira, às 19h
📍 Salão Leopoldo Miguéz – Escola de Música da UFRJ
Rua do Passeio, 98 – Lapa, Rio de Janeiro
🎟️ Entrada franca
