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ABM na Conferência Anual da Ópera Latino-América em Manaus

Foi a maior Conferência Anual da Ópera Latino-América desde a sua criação, há 16 anos

ABM na Conferência Anual da Ópera Latino-América em Manaus
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A Academia Brasileira de Música participou, no último dia 15 de maio, da 16ª Conferência Anual da Ópera Latino-América (OLA), evento que aconteceu pela primeira vez no Brasil, na capital do Amazonas. O Presidente da Academia Brasileira de Música, André Cardoso, esteve presente na solenidade no Teatro Amazonas juntamente com o Governador do Estado de Manaus, Wilson Lima; o Secretário de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz; a Presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Maria Marighella; a Diretora Executiva do Festival Amazonas de Ópera, Flávia Furtado; o Diretor do Teatro Mayor Julio Mário Santo Domingo (Colômbia), Ramiro Osorio; e a Diretora Executiva da Ópera Latino-América, Alejandra Martí.

“O Festival Amazonas de Ópera já se configurou como o mais importante Festival de Ópera, talvez, da América Latina. Receber a Assembleia Geral da Ópera Latino-América coloca o Festival em um patamar de ainda maior importância. Todos os teatros das Américas estiveram aqui reunidos, conversando, trocando ideias, prevendo coproduções. É de fundamental importância essa inserção do Brasil através do Festival nesse cenário internacional da ópera”, disse o presidente da Academia Brasileira de Música, André Cardoso.

Foi a maior Conferência Anual da Ópera Latino-América desde a sua criação, há 16 anos, abrindo sua conferência, pela primeira vez, para a participação de não membros da rede de teatros de ópera, permitindo a presença de pessoas que fazem parte do mercado da música lírica brasileira.

“Para nós é uma honra imensa estar aqui celebrando, não só o Festival Amazonas de Ópera, mas singularmente a edição da Ópera Latino-América num único evento. A cultura é que faz essa junção acontecer. Quero saudar muito os realizadores, os artistas. A cultura, as artes, são parte da riqueza do povo brasileiro”, afirmou a presidente da Funarte, Maria Marighella, em entrevista à imprensa.

Realizada no contexto do 25º Festival Amazonas de Ópera, a conferência em Manaus teve a participação da cúpula da Ópera Latino-América, a maior rede de teatros da América Latina e Espanha, além de nomes de expressividade no campo artístico, cultural e econômico, dentre os quais a chefe de Economia Criativa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Washington (EUA), Trinidad Zaldivar; o coordenador artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira, Nikolay Sapoundjiev; secretários de cultura, turismo e profissionais da imprensa nacional e internacional.

Na 16ª Conferência Anual foram apresentados painéis como “A produção e circulação da ópera na Ibero-América” ou “Melhores práticas de produção”, nos quais participaram os diretores dos espaços ibero-americanos que fazem parte da OLA. Também foram apresentados os próximos projetos artísticos que poderão circular ou ser coproduzidos.

OLA em Manaus

Desde a criação da OLA, em 2007, todos os anos, os representantes dos teatros líricos pertencentes à organização – mais de 40 instituições da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Espanha, México, Peru, Uruguai e Venezuela – se reúnem para abordar os desafios e tendências do setor.

A Conferência Anual de Manaus deu continuidade às diretrizes traçadas, ano passado, no Encontro Ibero-Americano de Teatros, realizado no Gran Teatre del Liceu e organizado em conjunto com a “Ópera XXI” – organização de entidades espanholas ligadas à ópera – e na última conferência, realizada no Teatro Colón em Buenos Aires.

O trabalho em rede é o cerne da gestão da OLA, ou seja, colocar em contato teatros, festivais, companhias e agentes de diferentes países para partilhar modelos de gestão, boas práticas e experiências que possam ser úteis, sob diferentes ângulos, aos membros da rede.

Nesse sentido, durante a Conferência Anual em Manaus, especialistas de diferentes entidades – Banco Interamericano de Desenvolvimento, Universidade de Guadalajara, consultoria Teknecultura e IE University – compartilharam seus conhecimentos sobre modelos de gestão baseados em análise de dados. O financiamento também foi um tema relevante para os teatros, cuja receita provém – em diferentes proporções – de recursos próprios, contribuições públicas e privadas.

Outro eixo fundamental do trabalho da OLA é promover a colaboração dos teatros na concepção da programação artística, na circulação e coprodução de espetáculos, uma vez que neles convergem elementos importantes para a gestão teatral do século XXI.

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