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Na Pauta | por João Guilherme Ripper

"A ABM permanece firme em sua missão de promover a música brasileira com ênfase na divulgação da obra de Villa-Lobos, seu patrono e fundador."

Na Pauta | por João Guilherme Ripper
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Por João Guilherme Ripper

 

Aproxima-se o término de meu segundo mandato à frente da Academia Brasileira de Música, que permanece firme em sua missão de promover a música brasileira com ênfase na divulgação da obra de Villa-Lobos, seu patrono e fundador. Assumi a presidência em 2018, preocupado em dar seguimento ao excelente trabalho da gestão de André Cardoso, preservar o equilíbrio financeiro e fortalecer o fundo de reserva financeira, preparando a instituição para o fim da arrecadação dos direitos autorais de Villa-Lobos em 2029.

A primeira iniciativa da nova diretoria foi a divisão da sede, reservando parte da área do imóvel para aluguel comercial. Reavaliamos algumas operações que geravam despesas e gasto de tempo desnecessários como, por exemplo, o sistema de votação em papel que obrigava o envio de cédulas pelos Correios, com perdas, reenvios e abstenções. Em 2020, a Assembleia Geral aprovou a proposta de mudança estatuária que, entre outras inovações, introduziu o voto eletrônico, o quórum e a validade das reuniões deliberativas virtuais. As plataformas on-line, que surgiram no período da pandemia de Covid-19, permitiram também a criação da série “Encontros ABM”, com a participação de acadêmicas, acadêmicos e especialistas nas áreas de composição, performance, musicologia e educação musical de diversas regiões, alcançando um público mais amplo.

Criamos as Edições ABM com um perfil editorial voltado para a edição de obras de Villa-Lobos, de acadêmicas e acadêmicos, e para a recuperação e preservação do repertório musical brasileiro. Certamente, ainda há muito a ser feito para que as Edições ABM alcancem o nível e a qualidade desejados. Mas, já aparecem os primeiros bons resultados como a publicação do material completo da ópera “O Contratador dos diamantes”, de Francisco Mignone. O acadêmico Roberto Duarte realizou um primoroso trabalho musicológico e editorial. Sem poder contar com dois atos da ópera que estão desaparecidos, ele reconstituiu a partitura a partir do microfilme das partes manuscritas e da redução vocal.

Entre 2018 e 2021, publicamos importantes obras de Villa-Lobos, incluindo algumas que integram o acordo com a Max Eschig: “Floresta do Amazonas”, em versão original e para orquestra de câmara, “Abertura da ópera ‘Izath’”, “Sinfonietta nº 1”, “Sinfonietta nº 2”. “Nonetto” e as Bachianas nºs 3, 7 e 8 que deverão estar prontas em março de 2022.

A ABM apoia a exposição “Amazônia” do fotógrafo Sebastião Salgado que circula pelas capitais européias e chegará ao Brasil no próximo ano. Os concertos que abrem as mostras apresentam “A Floresta do Amazonas” como obra principal e têm proporcionado ao compositor e à academia grande visibilidade no exterior. A ABM participa do Fórum Brasileiro de Ópera, Dança e Música de Concerto, que reúne instituições, teatros, companhias de dança e salas de concerto. Entre as principais ações da ABM no Fórum destaca-se a organização e logística do Concurso de Composição de Ópera Fórum-ODM que, em breve, anunciará os quatro finalistas.

A área de comunicação da ABM recebeu especial atenção desde o início de nossa gestão. Após a criação de nova identidade visual, o website foi reformado tornando-se mais amigável e ganhando novas funcionalidades para a pesquisa de obras na página das Edições ABM. Contratamos assessor de imprensa que também ocupa-se do conteúdo das mídias sociais. Lançamos a Newsletter, nova ferramenta de divulgação que soma-se ao Informe ABM. Atualmente, as iniciativas da academia repercutem em sites dedicados à cultura e imprensa escrita.

Nada disso teria sido possível sem o apoio de acadêmicas e acadêmicos, além do trabalho conjunto da diretoria. Agradeço imensamente a André Cardoso (vice-presidente), Manoel Correa do Lago (1º secretário), Ernani Aguiar (2º secretário), Ricardo Tacuchian (1º tesoureiro),Turíbio Santos (2º tesoureiro), à Comissão de contas formada pelos acadêmicos Manuel Veiga, Raul do Valle, Inácio de Nonno, Ilza Nogueira e Lutero Rodrigues. Um agradecimento muito especial à Valéria Peixoto, Diretora Executiva, e aos funcionários Dolores Brandão, Alessandro de Morais, Ericsson Cavalcanti e Sylvio Soares.

Desejo muito sucesso a André Cardoso em sua nova gestão que inicia-se em março de 2022 e fico lisonjeado pelo convite que me fez para integrar sua equipe. Vejo solidificar-se o alcance nacional da ABM. Graças a novas plataformas de comunicação e à atualização estatutária que promovemos recentemente, todos que moram fora do Rio de Janeiro passaram a participar direta e integralmente da instituição. E, pela primeira vez na história da casa de Villa-Lobos, a diretoria que toma posse em março será formada por acadêmicas e acadêmicos oriundos de diferentes regiões do Brasil.

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