72 anos de fundação da Academia Brasileira de Música
O aniversário de 72 anos de fundação da Academia Brasileira de Música ocorre em um momento muito especial, no qual comemoramos também os 130 anos de nascimento de nosso patrono Heitor Villa-Lobos. A ele se juntam ainda Francisco Mignone e Lorenzo Fernandez (120 anos), Camargo Guarnieri e José Siqueira (110 anos) e Osvaldo Lacerda (90 anos). Para celebrar tantas efemérides a ABM organizou a série Brasilianas, que inclui também obras dos atuais acadêmicos. Será o momento de celebrar a música brasileira, não só pela obra de seus maiores compositores do passado e da atualidade, como também pela participação de jovens e já consagrados intérpretes. Em sete concertos ouviremos obras que abarcam um longo período da criação musical brasileira, desde a década de 1910 até 2017, com duas obras em primeira audição. A diversidade é também a marca de Brasilianas. No terreno da música de câmara instrumental teremos concertos do Trio Capitu, do Trio Demerara, do duo formado pelo violoncelista Hugo Pilger e o pianista Guilherme Sauerbronn, que lança CD dedicado à obra de Ernst Mahle, e do Programa de Mestrado Profissional da Escola de Música da UFRJ (PROMUS), com a participação especial do Grupo de Percussão da UFRJ. A música vocal está representada pelo concerto coordenado pelo acadêmico Inácio De Nonno, dedicado à canção de câmara e à ópera. O repertório sinfônico será apresentado pela Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, sob a regência de Silvio Viegas, e pela Orquestra Sinfônica da UFRJ, sob a regência do maestro Roberto Tibiriçá tendo como solista o pianista Nelson Freire em programa exclusivamente dedicado a Villa-Lobos. O concerto de 15 de julho integra também a Série Villa-Lobos 130 anos, que criei quando ainda diretor artístico do Theatro Municipal, com a parceria da ABM e das orquestras do RJ. Ao longo do segundo semestre a ABM promoverá ainda eventos comemorativos pelos 250 anos do Padre José Maurício Nunes Garcia, 150 de Guilherme de Mello, 100 de Adhemar Nóbrega e Alice Ribeiro, 90 de Ernst Widmer, além de homenagear Eudóxia de Barros e John Neschling, dois de nossos atuais acadêmicos que completam 80 e 70 anos respectivamente. Será, portanto, um ano emblemático, que se configura como de resistência da música brasileira e da música de concerto em geral diante da grande crise pela qual passa nosso país e o Rio de Janeiro em especial. A Academia Brasileira de Música cumpre assim os objetivos que nortearam seus fundadores sob a liderança de Heitor Villa-Lobos, a de apoiar e promover a música e o músico de nosso país, simbolizados também através da homenagem ao grande fagotista e professor Noel Devos, escolhido em votação pelos 40 acadêmicos para receber a Medalha Villa-Lobos de 2017.

André Cardoso
Presidente da Academia Brasileira de Música
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