Waldemar Henrique Cadeira n° 2
Fundador Fructuoso Vianna
     
1° Sucessor 2° Sucessor Acadêmico atual
Nasceu em Belém, Pará, em 15 de fevereiro de 1905. Waldemar Henrique da Costa Pereira passou boa parte de sua infância no Porto, Portugal, retornando com 13 anos de idade à sua cidade natal onde iniciou os estudos musicais. Começou a estudar solfejo e piano com Nicote de Andrade, em 1918. Em seguida, fez cursos de violino, harmonia, composição e canto. Em 1929 ingressou no Conservatório Carlos Gomes, onde foi aluno de Filomena Brandão Baars, do maestro Ettore Bosio e de Beatriz Simões. Em fins de 1933 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde estudou piano, composição, orquestração e regência com Barroso Neto, Newton Pádua, Arthur Bosmans e Lorenzo Fernandez. Foi diretor musical da Rádio Roquette Pinto e trabalhou em rádios, teatros e cassinos do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, além de haver realizado excursões por todo o Brasil, Argentina, Uruguai, França, Espanha e Portugal. Nessas viagens, apresentava-se com sua irmã, a cantora Mara Costa Pereira (Mara Henrique Ferraz, 1916-1975). Por comissionamento do Itamaraty, realizou excursões artísticas pela França, Espanha e Portugal, em 1949 e 1955, e pelo Paraguai, Uruguai e Argentina, em 1953 e 1954.

Em 1956 gravou seu primeiro LP, com interpretação vocal de Jorge Fernandes. Em 1958, sua música-tema para Morte e vida Severina, poema dramático de João Cabral de Melo Neto, obteve o prêmio Jornal do Comércio, como o melhor do ano.

Até 1967 trabalhou no Departamento de Cultura e no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1978 a Funarte publicou o livro Waldemar Henrique: o canto da Amazônia, de José Claver Filho. Foi eleito em 1981 para a Academia Brasileira de Música. Ao completar 80 anos, em 1985, foi homenageado em desfile de escola de samba, em Belém, cidade onde há um teatro que leva seu nome. Escreveu mais de 120 canções ao longo de sua carreira.

Boi-BumbáCobra grandeMatintapereraRolinhaSenhora Dona SanchaTambatajá  são algumas das mais executadas canções do repertório vocal brasileiro de todos os tempos. Sua obra, com forte expressão dos ritmos e lendas amazônicas, continua sendo divulgada tanto por cantores clássicos como populares. De volta a Belém, foi diretor do Teatro da Paz.

Faleceu nesta cidade, em 28 de março de 1995.


 
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