Vicente Salles Cadeira n° 2
Fundador Fructuoso Vianna
     
1° Sucessor 2° Sucessor Acadêmico atual
Nasceu em Igarapé-Açu, Pará, em 1931, e foi um dos maiores especialistas sobre a cultura musical da Amazônia. Publicou seus primeiros trabalhos no jornal A Província e, posteriormente, em O Estado do Pará, jornal onde ainda dirigiu o suplemento literário. Em 1954 se transferiu para o Rio de Janeiro, onde se formou em Ciências Sociais pela UFRJ e se especializou em Antropologia. Na cidade onde permaneceria por 20 anos, se tornou funcionário público, trabalhando no Ministério da Educação e Cultura, servindo a organismos oficiais como na Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, onde organizou a Biblioteca Amadeu Amaral, o Serviço de Documentação e assumiu a redatoria da Revista Brasileira de Folclore. Seu trabalho no Rio de Janeiro se estendeu ao Governo do Estado como membro do Conselho de Música Popular do Museu da Imagem e do Som.

Em 1974, transferiu-se para a então jovem capital, trabalhando em Brasília no Departamento de Assuntos Culturais do MEC, na Câmara de Artes do Conselho Federal de Cultura, na Funarte e no Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Pró-Memória. Ficou à frente em inúmeras iniciativas importantes como a edição da série de discos Documentário Sonoro do Folclore Brasileiro e a publicação do Atlas Cultural do Brasil. Por fim, em 1985, transferiu-se para o SPHAN/Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Pró-Memória.

Seu livro A Música e o Tempo no Grão-Pará (1980), editado em Belém pelo Conselho Estadual de Cultura, foi sua grande contribuição para a musicologia brasileira. Além da obra referida anteriormente, publicou inúmeros livros, dentre os quais se destacam A Música em Belém no século XIX (1961), Música e músicos do Pará (1970), Meneleu Campos (1972), Santarém: uma oferenda musical (1981) e Paulino Chaves, centenário do pianista e compositor (1983), Sociedades de Euterpe: as bandas de música no Grão-Pará (1985) e Maestro Gama Malcher: a figura humana e artística do compositor paraense (2005).

Ao longo de décadas de trabalho formou e organizou seu acervo particular de partituras manuscritas e impressas, discos, fitas, iconografia, livros, folhetos e recortes de jornais. A Coleção Vicente Salles pertence hoje ao acervo da Biblioteca do Museu da Universidade Federal do Pará e está aberta a todos os pesquisadores interessados na cultura brasileira, em especial a amazônica.

Na Academia Brasileira de Música fez parte do conselho consultivo da revista Brasiliana e da comissão editorial do projeto Bibliografia Musical Brasileira.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 07 de março de 2013.
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