​Walter Burle-Marx Cadeira n° 18
Fundador ​Walter Burle-Marx
     
Acadêmico atual

Nasceu em São Paulo, a 23 de julho de 1902, onde estudou piano com Luigi Chiaffarelli. Transferiu-se em 1913 para o Rio de Janeiro onde foi estudar particularmente com Henrique Oswald, que o iniciou na carreira de concertista. No mesmo ano o periódico Fon Fon publicou pequena matéria chamando atenção para o jovem pianista, elogiado por Henrique Oswald e Arthur Napoleão. Em 1921 se transferiu para a Europa e tornou-se aluno de piano de Heinrich Barth e de contraponto, fuga e composição de Friedrich Koch, em Berlim. Durante o ano de 1924 residiu em Londres, onde foi aluno de Tobias Matthay, na Royal Academy of Music. Ao retornar para Berlim passou a estudar piano sob a orientação de James Kwast e orquestração com Emil von Reznicek. Entre 1928 e 1929 estudou regência em Basel, Suíça, com Felix Weingartner.

Em 1930 Walter Burle Marx retornou ao Brasil e estreou como regente no Teatro Lírico, à frente da Orquestra do Centro Musical do Rio de Janeiro, tendo Alexander Brailowsky como solista do Concerto para piano, de Tchaikovsky. Em 1931, fundou a Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro, conjunto que realizou vários concertos, promovendo estreias no Brasil de importantes obras sinfônicas, dentre elas da 9a Sinfonia, de Beethoven. Em 13 de outubro de 1931, Burle Marx regeu a Filarmônica no Theatro Municipal no concerto que marcou a inauguração da estátua do Cristo Redentor. Com a Filarmônica acompanhou solistas do porte de Marguerite Long, Arthur Rubinstein e Guiomar Novaes. Promoveu a vinda do maestro Felix Weingartner para concertos em 1933. A orquestra, infelizmente, teve existência curta, sendo extinta em 1933. Ainda em 1931 Burle Marx iniciou sua carreira internacional, com concertos no Chile e na Argentina.

Em 1932, foi nomeado professor do recém-criado curso de regência do Instituto Nacional de Música, hoje Escola de Música da Universidade Federal o Rio de Janeiro. Foi, portanto, o primeiro professor de regência de curso superior de música no Brasil.
Com a extinção da Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro, Burle Marx prosseguiu com sua carreira internacional e em 1934 regeu concerto com a Filarmônica de Berlim e com a Filarmônica de Hamburgo. No ano seguinte regeu concerto com a Sinfônica Nacional de Washington e decidiu se estabelecer definitivamente nos Estados Unidos, onde regeu algumas das principais orquestras, como a Filarmônica de Nova York, as sinfônicas de Boston e Detroit e a Orquestra de Cleveland.

Retornou ao Brasil em algumas ocasiões. Em maio de 1947 foi nomeado diretor do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, permanecendo na função até 1949, quando retornou aos Estados Unidos. Voltou ainda em 1967 e 1975 para concertos com a Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC.

De sua produção como compositor, podemos destacar as Sinfonia no1 (1945), no2 Brasiliana (1950), no3 Macumba (1956) e no4 (1973). Deixou ainda dois Concertinos para piano (1980 e 1984), o Concerto para violoncelo (1982), dois Quartetos de cordas (1978 e 1986) e o Sambatango, para violoncelo e piano (1976).

Faleceu na cidade de Akron, nos Estados Unidos, em 28 de dezembro e 1990.
 
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