​Vieira Brandão Cadeira n° 36
Fundador ​Vieira Brandão
     
Acadêmico atual


Pianista, compositor, regente e professor, José Vieira Brandão nasceu em Cambuquira, Minas Gerais, em 26 de setembro de 1911. Aos sete anos, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, em 1924, ingressou no Instituto Nacional de Música, onde estudou teoria e solfejo com Roberta Gonçalves de Sousa Pinto, Raimundo da Silva e Alfredo Richard, contraponto e fuga com Paulo Silva e piano com Custódio Fernandes Góis. Diplomou-se em 1929, obtendo Medalha de Ouro de piano. Três anos depois, recebeu o diploma do Conservatório Nacional de Canto Orfeônico, do Rio de Janeiro. Fez aperfeiçoamento em piano no Rio de Janeiro com Marguerite Long, em 1932.

Em 1934, fundou o Madrigal Vox, do Conservatório Brasileiro de Música, do qual foi o regente até 1945. Fez recitais no Brasil e no exterior. Tornou-se professor de regência no Conservatório de Canto Orfeônico, a partir de 1943.

Colaborou artisticamente com Villa-Lobos, de quem foi um dos mais notáveis intérpretes. Foi responsável pelas estreias de obras como a Bachianas Brasileiras no3, em Nova York, Choros no11, como solista da Orquestra do Theatro Municipal em 1942, e ainda As Três Marias, Valsa da Dor e vários números do Guia Prático. Fez também a transcrição para piano de peças para violão de Villa-Lobos.

Entre 1945 e 1946, foi bolsista da University of Southern California, em Los Angeles, período em que estudou os diversos sistemas de educação musical utilizados pelas escolas norte-americanas e regeu o conjunto coral daquela universidade, o Madrigal Singers, além de realizar várias palestras e recitais em diversas cidades norte-americanas. Foi quem representou o Brasil na Bienal de Educadores Musicais em Cleveland, EUA, em 1946. Em 1947 retornou aos EUA, desta vez acompanhando Villa-Lobos para auxiliá-lo na preparação do musical Madalena, estreado na Broadway.

Ao retornar ao Brasil, dedicou-se à composição e ao trabalho de regente coral no Conservatório Nacional de Canto Orfeônico e no Conservatório Brasileiro de Música, do Rio de Janeiro. Fez parte do Serviço de Educação Musical e Artística da Prefeitura do antigo Distrito Federal. Foi docente livre de piano na Escola Nacional de Música, a partir de 1950. Em 1956, assumiu o cargo de técnico em educação musical e artística junto à Secretaria Geral de Educação e Cultura do Rio de Janeiro.
Foi diretor do Conservatório Brasileiro de Música em 1990 e recebeu o Prêmio Nacional da Música da Funarte em 1997.

Começou a compor ainda no tempo de estudos no INM. São dessa época peças como o Minueto para piano (1926) e a canção Sabiá e Mangueira (1929), com texto de Álvaro Moreira. Como compositor é reconhecido por sua consistente obra para coro, com destaque para clássicos do repertório brasileiro, como Trem de Ferro, Canção de muitas Marias e Cussaruim em Dois Tempos, todas com texto de Manuel Bandeira, além de Chorinho, A Missa e o Papagaio e os dois Vocalizes. Deixou ainda várias obras de câmara como o Trio para violino, viola e violoncelo (1960), o Trio para violino, violoncelo e piano (1963), os Quarteto de cordas no1 (1944) e Quarteto de cordas no2 (1960), o Divertimento no1, para quinteto de sopros, a Dança e Seresta para violino e piano, a Seresta e Desafio, para oboé e violoncelo, a Sonata para violoncelo e piano (1954) e várias canções com acompanhamento de piano. Deixou ainda obras de maior fôlego como a ópera Máscaras, com libreto de Menotti Del Picchia, e a Fantasia Concertante para piano e orquestra (1937).

Faleceu no Rio de Janeiro, a 27 de julho de 2002.
 
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