​Newton Pádua Cadeira n° 34
Fundador ​Newton Pádua
     
1° Sucessor Acadêmico atual
Newton de Menezes Pádua, professor e violoncelista, nasceu no Rio de Janeiro, em 03 de novembro de 1894. Iniciou seus estudos musicais em 1905, no Instituto Nacional de Música. Teve aulas de harmonia e violoncelo com Frederico Nascimento, Breno Niederberger, Eurico Costa e Francesco Comaglia. Entre 1912 e 1914, esteve em Roma, como aluno da Academia de Música Santa Cecília, em classes de violoncelo com Luigi Fiorino, e harmonia  com Giacomo Setaccioli. Ao regressar ao Brasil, terminou seus estudos de violoncelo no Instituto Nacional de Música, na classe de Alfredo Gomes, obtendo ao final o Primeiro Prêmio e Medalha de Ouro. Em 1927, estudou contraponto, fuga e harmonia com Paulo Silva e, mais tarde, composição e orquestração com Francisco Braga, história da música com Octávio Bevilacqua, regência com Walter Burle Marx, música sacra com frei Pedro Sinzig e harmonia com Agnello França.

Atuou em diversos grupos de câmara, como o Trio Beethoven, com o qual realizou concertos nos salões do Jornal do Commercio, do Clube dos Diários, promovidos pela Sociedade de Cultura Musical. Foi violoncelista do Quarteto de Laureados, criado em 1920 com alunos premiados do INM. Formou ainda o Trio Brasileiro com Humberto Milano no violino e Barrozo Neto ao piano. Foi violoncelista da orquestra da Sociedade de Concertos Sinfônicos e um dos fundadores da Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1931, onde atuou como violoncelo solista. Foi também integrante da Orquestra Sinfônica Brasileira e da Rádio Clube.
 
Foi nomeado, em 1934, professor interino de harmonia, análise harmônica e construção musical na Escola Nacional de Música e, em 1942, professor interino de harmonia superior, cadeira na qual foi efetivado dois anos depois. Assumiu, posteriormente, a cátedra de composição na Escola Nacional de Música e no Conservatório Brasileiro de Música. Entre seus alunos se destacam Waldemar Henrique, Breno Blauth e Guerra-Peixe. Iniciou a carreira de regente em 1931 e atuou à frente de várias orquestras no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Como compositor deixou diversas obras sinfônicas e de câmara como a ópera A Lenda do Irupê, o episódio lírico Branca Dias, a Sinfonia em sol menor, a Suíte Sinfônica, os Prelúdios Sinfônicos, os poemas sinfônicos São Paulo e Anchieta, a Canção e Dança, para violoncelo e orquestra, a Suíte Auriverde, para orquestra de cordas, o Trio em dó menor, dois Quartetos de cordas e uma Sonata para piano.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 02 de junho de 1966.
 
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