​Meneleu Campos Cadeira n° 35
Fundador ​Eurico Nogueira França
     
Acadêmico atual


Compositor, regente e professor, Octávio Meneleu Campos nasceu em Belém, Pará, em 22 de julho de 1872. Iniciou seus estudos com a mãe, a pianista Adelaide da Costa Campos. Interessou-se pelo violino, após contato com o violinista baiano Adelino Francisco do Nascimento. Suas primeiras composições publicadas são de 1888. Em 1891, abandonou a faculdade de Direito que cursava em Recife, e viajou para Milão, aonde veio a frequentar o Real Conservatório de Música, quando estudou com Vincenzo Ferroni. Estudou piano, violino, contraponto, canto gregoriano, harmonia, composição e regência.

Retornou para Belém, em 1900, para assumir a direção do Instituto Carlos Gomes, também estreando como regente no Teatro da Paz. Sua atuação foi intensa: reforma curricular, promoção de concertos e organização de uma orquestra, um quarteto e um coral. É um período de grande produção como compositor, tendo escrito o Intermezzo elegíaco, para o quarto aniversário da morte de Carlos Gomes, o Presto scherzando para orquestra, o Concerto para piano e o Concerto para dois violinos.

Viajou novamente à Europa em 1903 e, em Milão, realizou concertos no Liceo Beccaria e no Real Conservatório quando foram executadas a Sinfonia em lá maior, escrita em 1898, a Fantasia para violino e orquestra e a Suíte Brasileira, ambas de 1901. Ao retornar a Belém reassumiu a direção do Instituto até 1906. No período compôs a suíte Miniaturas, para orquestra, com motivos retirados do folclore paraense. Seguiu para Milão onde compôs a ópera Gli Eroi. Tempos depois, em Paris, realizou audição privada da ópera e apresentou obras de câmara na Sala Berlioz. Inaugurou em 1908, em Belém, uma escola particular de música, onde lecionou. Um ano depois, fez apresentações em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Em 1913, retornou a Paris para audições. Mudou-se para Portugal, por dois anos, chegando a lecionar nesse país. Ao retornar em 1916 a Belém, retomou o magistério e fundou o Orfeão Meneleu Campos. Como presidente do Centro Musical Paraense e diretor do Serviço de Canto Coral do Estado promoveu concertos vocais sinfônicos e organizou um orfeão com alunos de escolas primárias em Belém.

Além das já citadas, suas obras principais são: a ópera Il Salvocondutto (1899), o Prelúdio em ré maior (1893), Tango (1897) e Marcha nupcial (1902), todas para orquestra, além dos Quartetos em sol maior (1899), em lá maior (1899), em ré maior (1901) e em mi maior (1901-1902) e as canções O Baile na flor (1899), Canto noturno (1899), Perchè (1901), Nella mia barca (1901), Romanzetta (1903), Hinos das normalistas (1903), Alla Mamma! (1908), Infiniment (1913) e Marcha infantil (1925).
Deixou Belém em fins de 1927 para uma viagem ao Rio de Janeiro.

Faleceu repentinamente quando se encontrava na cidade de Niterói/RJ, em 20 de março de 1927.
 
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