​Lutero Rodrigues Cadeira n° 36
Fundador ​Vieira Brandão
     
Acadêmico atual


Lutero Rodrigues da Silva estudou violino e mais tarde, piano, concluindo o curso de regência na Universidade de São Paulo/USP, em 1980. Até então havia  atuado como regente coral, à frente de vários grupos, destacando-se o Madrigal Klaus-Dieter Wolff que recebeu o prêmio de melhor coral do ano de 1980, outorgado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte/APCA. Nos três anos seguintes, continuou seus estudos na Alemanha, na Escola Superior de Música de Detmold, sob a orientação de Martin Stephani. Durante este período, estudou também com Sergiu Celibidache.

De volta ao Brasil, em 1984, desenvolveu intenso trabalho voltado à formação de músicos, atuando como regente da Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório de Tatuí, de 1985 a 1987, e da Orquestra Sinfônica Juvenil do Litoral, de 1984 a 1991. Durante 12 anos, de 1986 a 1998, foi regente da Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba, com a qual realizou   várias turnês nacionais e concertos no México e Dinamarca. Na temporada de 1992, foi também  regente titular e diretor artístico da Orquestra Sinfônica da Paraíba. 

Coordenou  e dirigiu eventos, cursos e festivais de música, destacando-se o Festival de Inverno de Campos do Jordão, do qual foi diretor artístico durante quatro anos, de 1987 a 1990, e as Oficinas de Música de Curitiba.

De 1996 a 2003, foi regente titular e diretor artístico da Orquestra de Câmara Theatro São Pedro, de Porto Alegre. De  1998 a 2005 foi  regente da Sinfonia Cultura, Orquestra Sinfônica da Rádio e TV Cultura, da qual tornou-se também, a partir de  1999, seu coordenador musical. Com esta orquestra que, durante a sua existência, foi aquela que maior número de composições brasileiras executou em todo o país, realizou centenas de gravações radiofônicas e dezenas de gravações para a televisão, além de várias gravações de trilhas de cinema, vinhetas e acompanhamentos de grupos de balé.  Como regente convidado, já dirigiu as principais orquestras brasileiras e atuou também no exterior, na Alemanha, Costa Rica, México, Espanha e Dinamarca.

Tendo regido um amplo repertório internacional dedicou-se cada vez mais, nos últimos 20 anos, à pesquisa, divulgação e interpretação do repertório brasileiro.  Realizou inúmeras revisões e editorações de obras ainda em manuscritos, preparando-os  para serem  executados.  Dedica-se também à execução de obras brasileiras de autores contemporâneos, tendo participado de diferentes edições da Bienal de Música Brasileira Contemporânea da Funarte e realizado ao longo da carreira mais de uma centena de estreias mundiais.

Na área de musicologia, produziu numerosos textos sobre diversos compositores brasileiros e suas obras, vários deles publicados, com ênfase nas linhas de Análise e Interpretação, bem como História, Estilo e Recepção. Em 2012 lançou pela Editora UNESP o livro Carlos Gomes - Um tema em questão: a ótica modernista e a visão de Mário de Andrade.

É doutor em musicologia pela Escola de Comunicações e Artes da USP, em 2009, e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes-Música, do Instituto de Artes da UNESP, em 2001. 

Foi eleito membro da Academia Brasileira de Música em 2002.
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