​Lindembergue Cardoso Cadeira n° 33
Fundador ​Assis Republicano
     
1° Sucessor 2° Sucessor Acadêmico atual


Nasceu em Livramento, na Bahia, em 30 de junho de 1939. Iniciou os estudos musicais aos 11 anos na Filarmônica 2 de julho tocando trompa. Aos 13 anos passou a tocar sax soprano e a fazer parte do conjunto "Afilhados da Lua" do Ginásio de Livramento. Em 1956 concluiu o curso secundário e em 1957 foi para Salvador, matriculando-se no Colégio Central da Bahia. Em 1959 trocou o sax-alto pelo tenor e fez parte do "Bazooca Joe Jazz". No mesmo ano ingressou nos Seminários de Música (hoje Escola de Música) da UFBA, passando a estudar com Armin Guthmann. Em 1960 passou a ter aulas de fagote, com o prof. Adam Firnekaes.

Em 1962 ingressou no Madrigal da UFBA e começou a estudar canto com Sonia Born, oboé com Afrânio Lacerda e composição com Ernst Widmer, idealizador e fundador do Grupo de Compositores da Bahia. Em 1969 obteve o terceiro lugar no I Festival de Música da Guanabara, no Rio de Janeiro, com a peça Procissão das Carpideiras. Na segunda edição do mesmo festival, no ano seguinte, obteve novamente o terceiro lugar com a peça Espectros. Em 1974 terminou o curso de composição e regência, na Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, tendo estudado com Johannes Hoemberg, H. J. Koellreutter, Sergio Magnani, Horst Schwebel, Manoel Veiga e Fernando Lopes.

Fundou e dirigiu os grupos Ars Livre (1977) e Bahia 13 (1981). Em 1988 foi eleito vice-diretor da Escola de Música da UFBA e recebeu o Troféu Caymmi. Ainda em 1988 foi eleito para a cadeira no33 da Academia Brasileira de Música e tornou-se professor do Instituto de Música da Bahia, mesmo ano em que assumiu o posto de regente do Madrigal da UFBA.

Ganhou vários prêmios de composição como o primeiro lugar no Concurso de Composição dos Institutos Goethe no Brasil (1971) com a peça Kyrie-Christe. Na segunda edição do mesmo concurso (1974) obteve o segundo lugar com a peça Sincronia para quinteto de sopros. No Concurso Nacional de Composição e Arranjos Corais do Madrigal Renascentista de Belo Horizonte (1974) ficou com o segundo prêmio com a peça Os atabaques da pomba gira. A mesma colocação foi obtida no Concurso Nacional de Composição do Conjunto Música Nova da UFBA com a peça Requiem para o Sol (1976). Na edição de 1981 ficou com o primeiro lugar com a obra Relatividade, para orquestra de câmara, o mesmo ocorrendo em 1985 com as 9 Variações para fagote e orquestra de cordas. Recebeu a Medalha do Mérito Castro Alves, do Governo do Estado da Bahia em 1987.

Produziu pouco mais de uma centena de obras com destaque para: a ópera Lídia de Oxum op.107 (1988), a Missa do Descobrimento op.68, a Missa Nordestina op.110, a Missa João Paulo II na Bahia op.65, o Concerto para oboé e cordas (1984), Pleorama op.19, para orquestra (1971), a Rapsódia Baiana op.85, para orquestra (1982), a Sinfonia no1 op.100 (1985), a Soterofonia op.95, para orquestra, a série Relatividade I a IV, a Rapsódia Caymmi op.36 (1974) e a Rapsódia Luis Gonzaga op.74 (1981), Caleidoscópio op.40, para coro (1975) e o oratório As Alegrias de N. Sra. (1982). Deixou também inúmeros arranjos corais, dentre os quais um dos mais executados é o para a canção Domingo no Parque, de Gilberto Gil.

Lindembergue faleceu em 23 de maio de 1989, aos 49 anos, vítima de infarto.
 
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