​Leopoldo Miguéz Cadeira n° 23
Fundador Camargo Guarnieri
     
Acadêmico atual


Leopoldo Américo Miguéz nasceu em Niterói/RJ, em 09 de setembro de 1850. Aos dois anos de idade se transferiu com a família para a cidade de Vigo, na Espanha, onde viveu até 1857. Em seguida se estabeleceu no Porto, em Portugal, onde foi matriculado no Liceu da cidade e recebeu aulas de música. Estudou violino com Nicolau Medina Ribas e harmonia e composição com Giovanni Franchini. Sua primeira obra, um Noturno para piano, foi escrita em 1867, época em que inicia seu trabalho no comércio.

Em 1870 a família retornou ao Brasil e Miguéz se empregou como guarda-livros na Casa Dantas. Ao mesmo tempo participou de concertos como violinista, atuando na Filarmônica Fluminense. Em 1877 estabeleceu sociedade com o pianista Arthur Napoleão e abriu, na Rua do Ouvidor, uma casa especializada na venda de partituras e instrumentos musicais. Continuou a atuar como violinista e participou de concerto em duo com o famoso violinista cubano José White.

Em 1882 estreou no Teatro São Pedro de Alcântara sua Sinfonia em si bemol, para coro e orquestra. No mesmo ano viajou novamente para a Europa, levando consigo carta de apresentação de D. Pedro II para o diretor do Conservatório de Paris, Ambroise Thomas. Na França estabeleceu contato com compositores como Vincent D’Indy e César Franck e travou contato mais próximo com a música de Wagner. No ano seguinte retornou ao Brasil e passou a atuar no Clube Beethoven e como regente de companhias líricas. Em 1886, estava à frente da orquestra da Companhia Lírica Italiana quando protagonizou o incidente que proporcionou a estreia como regente de Arturo Toscanini.

Aderiu ao movimento republicano e em 1889 participou e venceu o concurso para a escolha do novo hino nacional brasileiro, que se tornou o Hino à Proclamação da República. Em 1890 foi nomeado diretor do Instituto Nacional de Música, instituição de ensino que substituiu o antigo Conservatório de Música. Para o INM escreveu, no ano seguinte, os livros Teoria elementar da música e Elementos de teoria musical.

Através da direção do INM, exerceu efetiva liderança e ditou os rumos da vida musical do Rio de Janeiro. Em 1895 viajou para a Europa para visitar os conservatórios de música de vários países e conhecer novas práticas pedagógicas com o intuito de implementá-las no INM. Em 1896 criou, com Alberto Nepomuceno, a Associação de Concertos Populares e no ano seguinte sua ópera Pelo Amor estreou no Cassino Fluminense. Em 1901 foi a vez I Salduni, sua segunda ópera, estrear no Teatro Lírico.
Sua obra se concentra especialmente nas peças orquestrais. Como exemplo podemos citar os poemas sinfônicos ParisinaPrometeu e Ave, Libertas! e a Suíte Antiga. Na música de câmara sobressai a Sonata para violino e piano, além de várias peças para piano, como Allegro appassionato, e o Noturno op.10 e Noturno op.20.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 06 de julho de 1902, com apenas 52 anos.
 
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