​José de Araújo Vianna Cadeira n° 34
Fundador ​Newton Pádua
     
1° Sucessor Acadêmico atual
Compositor e regente, José Araújo Vianna nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 10 de fevereiro de 1871. De família de músicos, aos sete anos começou a aprender piano com o irmão Pedro. Aos dez anos iniciou estudos com o professor Grunewald e aos doze tornou-se aluno de piano de Tomás Legori e canto de Pedro Pedotti. Em 1889 apresentou-se em audições promovidas pela Sociedade Filarmônica Porto Alegrense. Em 1893 viajou para Milão, Itália, onde frequentou o Real Conservatório como aluno assistente e estudou com Arturo Buzzi-Peccia. Mais tarde tomou aulas particulares com Amintore Galli e Vincenzo Ferroni, mestres do Real Conservatório. Ficou dois anos na Europa e, logo depois de seu retorno ao Brasil, promoveu a execução, na Igreja do Outeiro de Nossa Senhora da Glória, no Rio de Janeiro, da Ave Maria, sua primeira composição apresentada em público.

Voltando a Porto Alegre, frequentava o Bazar Musical e o Café América, e promovia reuniões de músicos em sua casa, entre eles os violinistas Raimundo Viana e Fábio Barros, com os quais muitas vezes improvisava um trio. Participou também dos serões musicais em casa de Otilia Barreto. Entre 1896 a 1911 realizou várias viagens à Europa. Fundou, em 1897, junto com Olímpio Olinto de Oliveira, o Clube Haydn, em Porto Alegre. A 02 de abril de 1897 realizou um concerto no salão do Cassino e a 29 de abril de 1897 participou do segundo concerto do Clube Haydn. Em 1898 apresentou em Porto Alegre fragmentos de Requiem, do Pe. José Maurício Nunes Garcia. Em 1901 compôs a Marcha da exposição, para a inauguração da Exposição Estadual, e, em outubro do mesmo ano, concluiu sua ópera em dois atos Carmela, que estreou no Teatro São Pedro, em Porto Alegre, a 17 de outubro de 1902, sob a direção de Ciro Colleoni. Em 1903 fez uma apresentação dessa mesma ópera, mas adaptada para piano, no Rio de Janeiro. Pouco depois, viajou para Milão, onde casou com a harpista Medea Ferrea, que, em Porto Alegre, adotaria o pseudônimo de Isulina Santoro.

Em 1906, já no Brasil, levou a ópera Carmela, no Teatro Lírico, do Rio de Janeiro, com tanto sucesso, que foi reencenada mais quatro vezes. A 10 de junho de 1906 o Instituto Nacional de Música recebeu-o para uma audição de câmara, dedicada somente a obras de sua autoria: interpretou RêverieDança espanhola, Marcha humorística e Festa napolitana. Em 1908 foi nomeado diretor do Conservatório de Música de Porto Alegre. Em 1909 viajou para Paris, França, em tratamento de saúde, retornando a Porto Alegre já quase paralítico. A 28 de agosto de 1913 participou do concerto que apresentou sua nova ópera, em três atos, O Rei Galaor, no salão do Jornal do Comércio, no Rio de Janeiro, sob a regência do maestro Provesi, que seria estreada no Theatro Municipal, no entanto, somente a 29 de setembro de 1922.

Faleceu no Rio de Janeiro, capital, em 02 de novembro 1916.
 
 
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