​Jorge Antunes Cadeira n° 22
Fundador ​Luiz Heitor
     
Acadêmico atual


Nasceu no Rio de Janeiro, em 23 de abril de 1942. Iniciou os estudos musicais em 1958. Em 1960 ingressou na Escola Nacional de Música da Universidade do Brasil, mais tarde Escola de Música da UFRJ, onde estudou violino com Carlos de Almeida, composição com José Siqueira e Henrique Morelenbaum e regência com Eleazar de Carvalho. Na UFRJ estudou também Física e passou a se interessar pela música eletrônica. É de sua autoria a primeira obra brasileira para sons eletrônicos, a Valsa Sideral, de 1962.

Em 1969 seguiu para Buenos Aires, onde estudou como bolsista do Centro Latino Americano de Altos Estudos Musicais do Instituto Torcuato Di Tella. Teve como orientadores, entre outros, Alberto Ginastera e Eric Salzman. Em 1970 prosseguiu os estudos no Instituto de Sonologia da Universidade de Utrecht, com bolsa do governo holandês. Entre 1971 e 1973 fez um curso de aperfeiçoamento junto ao Groupe de Recherches Musicales de l'ORTF, onde atuou sob a orientação de Pierre Schaeffer, Guy Reibel e François Bayle. No mesmo período iniciou seu curso de Doutorado em Estética Musical na Sorbonne, Universidade de Paris VIII, sendo orientado por Daniel Charles. Ainda em 1973 retornou ao Brasil e assumiu a cadeira de composição no Departamento de Música da Universidade de Brasília, onde se aposentou como professor titular. Na capital do país organizou o GeMUnB (Grupo de Experimentação Musical da UNB), especializado em música contemporânea com o qual realizou turnê de concertos na Europa em 1975. Em 1977 concluiu sua tese de doutorado intitulada Son Nouveau, Nouvelle Notation.

Em Brasília coordenou vários projetos, como o Núcleo de Pesquisas Sonológicas, a Orquestra de Câmara da UnB e os Festivais de Música Contemporânea. Entre 1992 e 1993 foi contemplado com a Bolsa Vitae de Artes para escrever sua ópera Olga. No mesmo período recebeu uma bolsa de Pós-Doutorado do CNPq para realizar pesquisas musicais durante um ano na Europa e no Oriente Médio, em cidades como Paris, Berlin, Baden-Baden, Freiburg, Amsterdam, Tel Aviv e Jerusalém, resultando em diversas obras novas.

Entre janeiro e julho de 1993 foi compositor residente do Ateliers UPIC. No mesmo ano sua obra Idiosynchronie foi distinguida com o Prêmio de Recomendação da Tribuna Internacional de Compositores da UNESCO.
Entre os festivais internacionais de que participou podemos citar: o Festival de Música Eletroacústica de Bourges, na França; o Festival Présences 95, onde foi estreada sua nova obra Rimbaudiannisia MCMXCV, encomendada pela Radio France e diferentes edições do Festival da Sociedade Internacional de Música Contemporânea. No Brasil participou de diversas edições da Bienal de Música Brasileira Contemporânea da Funarte, do Panorama da Música Brasileira Atual, da Escola de Música da UFRJ, e da Bienal de Música Eletroacústica do Estado de São Paulo. Organizou e coordenou os Encontros de Música Eletroacústica de Brasília e foi eleito o primeiro presidente da Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica, em 1997.
Ministrou cursos e workshops em instituições como a Universidade de Aveiro, o Instituto Goethe, o Laboratorio de Informática y Electrónica Musical (LIEM) de Madrid, a Sorbonne, Université de Paris VIII,

Recebeu homenagens, prêmios e encomendas de organismos como o Ministério da Cultura da Espanha; do Ministério da Cultura do Brasil; da Radio France; da Fundación Carolina de Madri, Espanha; da Fundação Stichting Dijkverzwaring, da Holanda e da Fundação Gaudeamus de Amsterdam. Do Ministério da Cultura da França recebeu, em 2002, o título de Chevalier des Arts et des Lettres. No mesmo ano a Assembleia Legislativa do Distrito Federal, Brasil, outorgou a Antunes o título de Cidadão Honorário de Brasília.

Jorge Antunes ingressou na Academia Brasileira de Música em 1994.
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