​Henrique Oswald Cadeira n° 25
Fundador ​Ayres de Andrade
     
Acadêmico atual


Nasceu no Rio de Janeiro, em 14 de abril de 1852. Em 1853 se transferiu para São Paulo onde a família estabeleceu um comércio de pianos. Entre seis e sete anos começou a estudar com Gabriel Giraudon, francês que se estabelecera na cidade. Com 16 anos partiu para a Europa, passando a residir na cidade de Florença onde ingressou no Instituto Moriani, estudando contraponto, harmonia e composição com os professores Maglioni e Grazzini e piano com Henry Ketten e Giuseppe Buonamici.

A partir de 1879 passou a receber uma bolsa de estudos, concedida pelo Imperador Pedro II. Em 1896 viajou para o Brasil, acompanhado do violoncelista Cinganelli, para uma série de concertos, inclusive com música de sua autoria. Daí em diante, passou a retornar ao Brasil regularmente para turnês. 

Em 1900 foi nomeado pelo presidente Campos Sales, chanceler do Brasil no Consulado do Havre, seguindo, posteriormente para o Consulado de Gênova. Em 1902 venceu, com a obra Il Neige, o concurso de composição do jornal Le Figaro, com júri formado por Saint-Saens, Gabriel Fauré e Louis Diémer.  

Em maio de 1903, Henrique Oswald foi nomeado diretor do Instituto Nacional de Música pelo Barão do Rio Branco. Permaneceu no cargo até 1906. Em 1909 tocou o seu Concerto para piano e orquestra, no Instituto Nacional de Música, sob a regência de Alberto Nepomuceno, então diretor. Após retornar a Florença, lá recebeu o convite formal para assumir como catedrático uma cadeira no Instituto Nacional de Música. Instalou-se então definitivamente no Brasil, não retornando nunca mais à Itália, tornando-se disputado professor. Teve entre seus alunos Lorenzo Fernandez, Luciano Gallet e Fructuoso Viana.

Em julho de 1920 recebeu a Médaille du Roi Albert, conferida pelo governo da Bélgica. Em 1931 embaixador da França no Brasil comunica a concessão do título de Chevalier de la Légion d'Honneur. Henrique Oswald, no entanto, faleceu no Rio de Janeiro, em 09 de junho de 1931 e foi condecorado durante seu velório.

Sendo pianista, compôs especialmente para seu instrumento, embora tenha deixado produção importante em outros gêneros, como sinfonias, concertos para violino e piano, música de câmara como duos, trios, quartetos e quintetos, três óperas, música sacra e canções para voz e piano.

Suas obras foram publicadas na Itália e no Brasil por diversas editoras como: Genezio Venturini (Florença); Carish e Janichen (Leipzig / Milão); Ricordi (Milão e São Paulo); Durand (Paris); Boston Music Co. (Boston); Bevilacqua; Arthur Napoleão e Vieira Machado, no Rio de Janeiro e Mangioni; Mello Abreu e Novas Metas, em São Paulo.

No Rio de Janeiro seus manuscritos encontram-se na Biblioteca Alberto Nepomuceno da Escola de Música da UFRJ, Biblioteca Nacional e Arquivo Nacional; em São Paulo, no Instituto de Estudos Brasileiros da USP.

Site: http://www.oswald.com.br/
 
 
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