​Henrique Morelenbaum Cadeira n° 16
Fundador Ari José Ferreira
     
Acadêmico atual


Nasceu a 05 de setembro de 1931, em Lagow, na Polônia. Aos três anos e meio chegou ao Brasil e naturalizou-se aos 16 anos. Sua formação foi feita na Escola Nacional de Música, onde estudou violino, viola, regência e composição. Sua atividade profissional é múltipla. Como camerista, participou de importantes grupos, entre eles o Quarteto Iacovino, o Quarteto de Cordas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, da Rádio Ministério de Educação e Cultura e da Escola de Música da UFRJ, com o qual excursionou pelo Brasil, América do Sul e Europa.

O início de sua carreira como regente, em 1959, foi casual. Em um espetáculo de balé onde Margot Fontaine era a artista principal, assumiu a batuta em virtude de um impedimento repentino do regente programado. Em 1962, assumiu o cargo de regente adjunto da Orquestra do Theatro Municipal. Em sua intensa atividade como regente tem abordado todos os gêneros, regendo com frequência concertos sinfônicos, óperas e balés. A música nova e de compositores brasileiros tem merecido sua atenção especial. Sob sua batuta foram apresentadas em primeira audição mundial obras de Francisco Mignone, Almeida Prado, Aylton Escobar, Radamés Gnattali, Marlos Nobre, Edino Krieger, entre muitos outros. Do repertório contemporâneo internacional apresentou pela primeira vez no Brasil obras de Schoenberg (Kol Nidrei), Stravinsky (The Rake’s Progress), Britten (Peter Grimes), Lutoslawsky (Concerto para orquestra), Penderecki (Dies Irae) e Berio (Sinfonia).

Foi regente do Coral Israelita Brasileiro, professor de contraponto, fuga e composição na Escola de Música da UFRJ e chefe do departamento de composição entre 1973 e 1975. Ocupou cargos de direção como o de diretor, por duas vezes, da Sala Cecília Meireles, diretor-geral do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, também por duas vezes, diretor de Departamento da Coordenadoria de Música da Fundação de Artes do Rio de Janeiro e diretor-artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Ao longo da carreira dirigiu as principais orquestras brasileiras. No exterior regeu na Argentina, Bélgica, Chile, Equador, Escócia, Espanha, Inglaterra, Itália, México, Mônaco, Paraguai, Polônia, Uruguai e Venezuela. Em seu repertório constam mais de 40 títulos de óperas e balés e inúmeras obras sinfônicas.

Gravou mais de 20 discos, entre LPs e CDs, com destaque para o Credo, de D. Pedro I, a Missa e Credo a 8 vozes, de Castro Lobo, as Matinas de Natal, de José Maurício Nunes Garcia, o poema sinfônico Ave, Libertas!, de Leopoldo Miguéz, Floresta Amazônica, de Villa-Lobos e várias obras de Francisco Braga.
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