​Guilherme Bauer Cadeira n° 17


Guilherme Carneiro da Cunha Bauer nasceu no Rio de Janeiro, em 1o de julho de 1940. Iniciou os estudos musicais no Colégio Santo Inácio. Foi aluno de violino de Iolanda Peixoto. Ingressou na Escola Nacional de Música em 1960, onde foi orientado por Oscar Borgerth. Participou da Orquestra Sinfônica Universitária e posteriormente ingressou na Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC. Como compositor, teve aulas de contraponto e composição com Cláudio Santoro, de análise musical com Esther Scliar e de harmonia, contraponto, fuga, composição e orquestração com Guerra-Peixe. Em 1977 organizou o grupo Ars Contemporânea que durante sete anos realizou inúmeros concertos visando divulgar, principalmente, o repertório brasileiro.

Lecionou composição e orquestração na Universidade Estácio de Sá/RJ, de 1986 a 1999 e lecionou harmonia, contraponto, fuga, orquestração e composição na Escola de Música Villa-Lobos do Rio de Janeiro.
Foi idealizador do selo RioArte Digital, que registrou em CD de mais de 50 obras de compositores brasileiros e do Projeto Estreias Brasileiras, patrocinado pelo Centro Cultural Banco do Brasil/CCBB que, em 1997, encomendou e estreou 33 obras de autores nacionais.

Deu palestras sobre música brasileira, em 1996, nas universidades da Flórida, Miami e Houston, nos EUA. Em 1999, no Conservatório Bruckner, em Linz, na Áustria, participou de um ensaio público de sua obra Reflexos, encomendada e estreada pelo George Crumb Trio.

Contabiliza um total de oito prêmios em concursos de composição, com destaque para o Prêmio ESSO de Música Erudita, Concurso Latino-Americano da UFBa e Prêmio da Sociedade Cultura Artística de São Paulo/SP. Recebeu, em 1998, o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte/APCA pelo Quarteto de cordas nº 2.

Sua obra compreende composições para diferentes formações. Na música orquestral podem ser citadas: Introdução, Seções e Coda (1979), o Canto Flutuante (1981), Blocos Sinfônicos (2012), Homenagem a Villa-Lobos (1987) e Três Toques Emotivos, para orquestra de cordas (2007). As obras concertantes são representadas pelas Cadências, para saxofone (1995), violino (1982) e piano (2005) e orquestra. Na música de câmara produziu, entre outras obras, o Quarteto de cordas no1 “Petrópolis” (1983), o Quarteto de cordas no2 (1997), Trio para violino, violoncelo e piano, (1980), Reflexos, para flauta, violoncelo e piano (1999), Duas peças para violoncelo e piano, (1989) e as Partitas Brasileiras, (1994-2001) para violino solo.
 
 
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