​Guerra-Peixe Cadeira n° 34
Fundador ​Newton Pádua
     
1° Sucessor Acadêmico atual


Compositor, violinista e professor, Cesar Guerra-Peixe nasceu em Petrópolis, Rio de Janeiro, em 18 de março de 1914. Iniciou seus estudos de violino na Escola de Música Santa Cecília de Petrópolis. Mais tarde, na Escola Nacional de Música, estudou com Paulina d’Ambrósio. Fez cursos de aperfeiçoamento em composição no Conservatório Brasileiro de Música com Newton Pádua e H. J. Koellreutter, que o introduziu na técnica dodecafônica. Foi um dos fundadores do Grupo Música Viva, que abandonou no fim da década de 40, quando voltou a professar o nacionalismo musical.

Teve sua Sinfonia nº1, de 1946, executada pela Orquestra da BBC de Londres. Mais tarde, seu Noneto foi regido por Hermann Scherchen, que o convidou para residir na Europa. Preferiu assinar contrato com uma emissora de rádio do Recife, onde aprofundou pesquisas folclóricas, que resultaram na publicação do livro Maracatus do Recife, em 1955. Realizou também pesquisas em São Paulo, onde trabalhou com Rossini Tavares de Lima. No período resultaram obras como o Ponteado, a Suíte Sinfônica no1 “Paulista” e a Suíte Sinfônica no2 “Pernambucana”, compostas em 1955, e o Pequeno Concerto para piano e orquestra, de 1956. Para o Concurso Sinfonia Brasília escreveu a Sinfonia no2, de 1960.

Fixou residência no Rio de Janeiro a partir de 1962, tornando-se violinista da Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC e professor de composição dos Seminários de Música Pró-Arte. Lecionou também na Escola de Música Villa-Lobos, na Universidade Federal de Minas Gerais e na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Teve importante atuação como arranjador, tendo trabalhado na Rádio Nacional, na Rádio e TV Tupi, na TV Paulista, TV Globo e nos Festivais Internacionais da Canção (FIC). É autor do famoso arranjo para “Pra frente, Brasil”, música de Miguel Gustavo para a seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo de 1970. Criou também diversas trilhas sonoras para filmes, com destaque para Terra é sempre Terra (1950), O Canto do mar (1953), Riacho de Sangue (1966) e Batalha dos Guararapes (1978).
Foi premiado em concursos de composição como o do programa Música e Músicos do Brasil da Rádio MEC, com o Trio no2 para violino, violoncelo e piano (1960) e no Concurso do Sesquicentenário da Independência do Brasil, do Departamento de Cultura do Estado da Guanabara, com a obra Museu da Inconfidência (1972).

Foi eleito para a ABM em 1971. Recebeu inúmeros prêmios e honrarias de diferentes entidades como Medalha Sylvio Romero pela Prefeitura do Distrito Federal (1951), prêmio “Melhores do Ano”, pela Sociedade Brasileira de Críticos Teatrais e da Rádio Jornal do Brasil (1963), Medalha do Mérito Carlos Gomes, concedida pelo Governo do Estado da Guanabara (1965), Prêmio Golfinho de Ouro do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (1978), Medalha de Mérito da Fundação Joaquim Nabuco de Recife, Pernambuco, Medalha Koeler da Câmara Municipal de Petrópolis, Prêmio Shell (1986) e o Prêmio Nacional da Música, do Ministério da Cultura (1993).
Da Fundação Vitae de São Paulo recebeu a Bolsa Vitae de apoio à Cultura, Educação e Promoção Social, para compor a obra sinfônica Tributo a Portinari, sua última composição, estreada em 1993 na abertura da X Bienal de Música Brasileira Contemporânea.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 26 de novembro de 1993.
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