​Francisco Braga Cadeira n° 32
Fundador ​Eleazar de Carvalho
     
Acadêmico atual


Antônio Francisco Braga nasceu no Rio de Janeiro, em 15 de abril de 1868. Começou seus estudos musicais no Asilo dos Meninos Desvalidos, em 1876. Ingressou no Conservatório de Música e em 1886 concluiu seu curso de clarineta com Antônio Luís de Moura, tendo também sido aluno de harmonia e contraponto de Carlos de Mesquita. No ano seguinte, estreou Fantasia-Abertura, no primeiro dos concertos da Sociedade de Concertos Populares. Em 1888, foi nomeado professor de música do Asilo. Em 1890, ao classificar-se entre os quatro primeiros colocados no concurso para a escolha do novo hino nacional brasileiro, obteve bolsa do governo para estudar na Europa.

Conquistou o primeiro lugar no concurso para admissão no Conservatório de Paris, onde se tornou discípulo de Jules Massenet (1842-1912). Após o término do curso de composição viajou para Dresden (Alemanha), onde fixou residência, e visitou Bayreuth para assistir à encenação da tetralogia wagneriana. Voltou para o Brasil em 1900. Foi nomeado professor de contraponto, fuga e composição do Instituto Nacional de Música em 1902. Em 1908 tornou-se professor de música do Instituto Profissional Masculino e instrutor das bandas de música do Corpo de Marinheiros e Regimento Naval.

Foi um dos mais ativos regentes de seu tempo. Inaugurou o Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 1909 regendo seu poema sinfônico Insônia. Foi, a partir de 1912, o principal regente da Sociedade de Concertos Sinfônicos, da Orquestra do Instituto Nacional de Música (1924) e, a partir de 1931, primeiro titular da Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Em 1920 teve seu poema sinfônico Marabá executado pela Filarmônica de Viena sob a regência de Richard Strauss em concerto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No mesmo teatro teve seu Episódio Sinfônico executado por Erich Kleiber com a Orquestra Sinfônica Brasileira.

Ganhou do governo francês a comenda da Legião de Honra, no grau de cavaleiro, em 1931. Em 1937 foi criada a Sociedade Propagadora da Música Sinfônica (Sociedade Pró-Música), da qual foi presidente perpétuo. Foi fundador e primeiro presidente do Sindicato dos Músicos. É autor de grande quantidade de hinos patrióticos, dos quais o mais popular é o Hino à Bandeira (1906), com letra de Olavo Bilac.

Suas obras principais, além das já citadas, são: a ópera Jupira, encenada pela primeira vez no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, os poemas sinfônicos Paysage (1892) e Cauchemar (1895), a música incidental para O Contratador dos diamantes (1905) de Afonso Arinos, onde se incluem as Variações sobre um tema popular brasileiro, e o Trio para piano, violino e violoncelo (1930). É grande também sua produção na música sacra, tendo composto as Missas de São Francisco Xavier (1910) e de São Sebastião (1911), o Te Deum Alternado (1904), o Stabat Mater (1911), a antífona Sub Tuum Praesidium (1903), O Salutaris Hostia (1911). Deixou inacabada a ópera Anita Garibaldi.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 14 de março de 1945.
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