​Ernst Widmer Cadeira n° 31
Fundador ​Raphael Baptista
     
1° Sucessor Acadêmico atual
Nasceu em Aarau, na Suíça, em 25 de abril de 1927. Iniciou sua formação musical ao piano em 1934 com Ethel Mathews, prosseguindo com Walter Lochter e Otto Kuhn. Foi aluno do Conservatório de Zurique, onde estudou com Willy Burkhard (composição, contraponto e fuga), Paul Müller (orquestração) e Walter Frey (piano). Graduou-se no ano de 1950. Veio para o Brasil, em 1956, a convite de Hans-Joachim Koellreutter - fundador dos Seminários de Música da Bahia. Em Salvador, onde passaria a metade da sua vida, Widmer foi professor titular da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia. Lecionou composição, orquestração, improvisação, teoria, percepção e educação musical. Foi regente do Madrigal da Universidade Federal da Bahia e idealizou os cursos de Música Nova e as apresentações de compositores da Bahia. Ainda nos anos 1960, naturalizou-se brasileiro.

Foi mestre de três gerações de regentes e compositores de distintas tendências, dentre os quais se incluem Benito Juarez, Milton Gomes, Rinaldo Rossi, Lindembergue Cardoso, Fernando Cerqueira, Jamary Oliveira, Carlos Veiga, Tom Zé, Marco Antônio Guimarães, Agnaldo Ribeiro, Paulo Costa Lima e Wellington Gomes. Foi também o mentor de um importante movimento musical que, em 1966, deu origem ao Grupo de Compositores da Bahia.

Integrou o Conselho de Cultura do Estado da Bahia e recebeu o título de Comendador da Ordem do Mérito do Estado da Bahia. Foi eleito para a Academia Brasileira de Música em 1988.

Autor de uma vasta obra, Widmer interessou-se pelo folclore musical baiano. Sua produção artística chega ao opus 173 e abrange vários gêneros musicais: peças didáticas, religiosas, de concerto, ópera, balé, música para cinema e teatro e enorme variedade de formações vocais e instrumentais. Podemos destacar: A Caixa op.99 – Ópera Pantomima (1975), Quasars op.69, para orquestra (1970); Sertania: Sinfonia do Sertão opus 138 (1982), para voz, violão e grande orquestra, composta para o filme de animação Boi Aruá, de Francisco Liberato de Mattos; Sinfonia em um movimento op.145  (1984); Sinfonia II “Do Médio São Francisco” op.139 (1983), Sinfonia III op.145 (1984), Tropos – Sinfonia IV op.153 (1986) para solistas, coro e orquestra, a série de oito Paisagens Baianas; peças concertantes como Hommages op.18 (1959) para oboé e cordas, Prismas op.70 (1971) para piano e orquestra, Cosmofonia III “Astral” para saxofone ou clarineta e cordas op.163 (1987), os concertos para trombone op.155 (1986), contrabaixo op.147 (1986), fagote op.148 (1985) e piano op.160 (1988). Na música de câmara deixou três Trios de Cordas, sete Quartetos de Cordas e quatro Quintetos de Sopros. A música coral também é bastante extensa em seu catálogo com a presença de seis Missas, o Te Deum op.31 (1963), o Requiem op.71 (1966) e muitas peças para coro a capella. A admiração que nutria por seu compatriota Anton Walter Smetak, notável inventor de instrumentos musicais, resultou na composição de peças como Rumos op.72 (1971), especialmente concebidas para o instrumental criado por Smetak.

No campo da pedagogia musical, destaca-se sua obra Ludus Brasiliensis, centrada no desenvolvimento das possibilidades criativas do aluno.

Faleceu em sua cidade natal, a 03 de janeiro de 1990. Sua obra é administrada pela Sociedade Ernst Widmer, fundada em 1988 e sediada na Suíça.
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