​Elias Álvares Lobo Cadeira n° 14
Fundador ​Dinorah de Carvalho
     
Acadêmico atual
As principais informações biográficas sobre o compositor foram reveladas por seu filho, Antônio Álvares Lobo, em documentos encaminhados a Luciano Gallet e que hoje se encontram na Biblioteca Alberto Nepomuceno da Escola de Música da UFRJ. Foram usados também os trabalhos de Ayres de Andrade (Francisco Manoel da Silva e seu tempo) e Olga Cacciatore (Dicionário biográfico de música erudita brasileira). Elias Alves Lobo nasceu em Itu, São Paulo, em 09 de agosto de 1834. Estudou contrabaixo, piano e outros instrumentos. Em 1855, sua primeira Missa foi interpretada em Tietê. Transferiu-se para o Rio de Janeiro para estudar no Conservatório de Música, onde foi aluno de harmonia e contraponto de Raphael Coelho Machado. Escreveu a Missa de São Pedro de Alcântara e a ofereceu ao Imperador do Brasil, D. Pedro II, tendo sido cantada na Capela Imperial.

Em 1859 escreveu, para a Imperial Academia de Música e Ópera Nacional, A Noite de São João, que é considerada a primeira ópera brasileira. Com libreto em português, foi encenada na capital sob a direção do jovem Carlos Gomes. Escreveu uma segunda ópera para a mesma companhia, A Louca, também chamada de Os Salteadores da Mantiqueira, que não chegou a ser encenada, tendo sido apresentada apenas em redução para piano no Clube Fluminense, em 1862. Fixou-se em Campinas onde fundou uma sociedade musical e integrou uma orquestra dirigida por Santana Gomes. Foi professor da Escola Modelo Maria José em São Paulo, onde organizou, em 1875, um congresso para promover a música clássica e estimular o ensino musical no estado. No ano seguinte, publicou um Método de Música, com 2ªedição em 1883.

Em 1882 começou a compor uma terceira ópera, Sacrifício de amor, com libreto de Carlos Ferreira, que ficou inacabada. Na música sacra escreveu várias Missas. Além da já mencionada, há referência sobre a Missa do Senhor Bom Jesus, de 1874. Constam ainda três Credos e toda a música para o período da Semana Santa (1872), incluindo Domingo de Ramos, Ofícios de Quarta, Quinta e Sexta-Feira Santa, Sábado Santo e Domingo da Ressurreição. Escreveu também as Matinas do Espírito Santo, Tantum Ergo, Salutaris Hostia e Ave Maria. Há ainda referência a um Oratório do Carmo, executado em Itu, em 1865, e um Oratório da Conceição, executado em Campinas, em 1885. Na música instrumental constam peças para piano solo, música de salão, o lundu Chá preto, sinhá?, obra publicada pela Casa Artur Napoleão, e a modinha Nerina, maga estrela.

Faleceu em 15 de dezembro de 1901.
 
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