​Eleazar de Carvalho Cadeira n° 32
Fundador ​Eleazar de Carvalho
     
Acadêmico atual


Eleazar de Carvalho nasceu em Iguatu, Ceará, em 28 de julho de 1912. Transferiu-se, jovem ainda, para o Rio de Janeiro, passando a integrar a Banda de Música do Batalhão Naval, onde tocava tuba. No Instituto Nacional de Música estudou contraponto e fuga com Paulo Silva e regência com Francisco Mignone. Diplomou-se em 1934. Teve a sua ópera em dois atos Descobrimento do Brasil encenada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1939. Ao deixar a Marinha, tocou em cabarés, cassinos e circos, até ser empossado na Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Com a fundação da Orquestra Sinfônica Brasileira em 1940 tornou-se assistente do maestro titular Eugen Szenkar, com quem teve aulas de regência. Na mesma época fundou e dirigiu o Coral Eleazar de Carvalho.

Em 1946, seguiu para os Estados Unidos, onde estudou regência com Sergey Koussevitzky, no Berkshire Music Center, em Massachusettts. No ano seguinte, dividiu com Leonard Bernstein a função de assistente de Koussevitzky. Na Europa, estreou em 1950, no Palais Beaux-Arts de Bruxelas, regendo a seguir outras orquestras. Sucedeu a Koussevitzky na cátedra de regência no Berkshire Music Center, onde permaneceu até 1965. Recebeu o título de doutor em Música, em 1963, pela Washington State University, Saint Louis, Estados Unidos, e, em 1970, o doutorado em letras e humanidades, pelo Hofstra College, Hempstead, Nova Iorque.

Foi professor de regência da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Julliard School of Music de New York, da Yale University e do Hofstra College. Entre seus alunos encontram-se nomes importantes como Claudio Abbado, Zubin Metha, Seiji Osawa, Gustav Meier, David Wooldbridge, Harold Faberman e Charles Dutoit. No Brasil seus dois mais destacados discípulos foram Roberto Duarte e Roberto Tibiriçá. Sua ação pedagógica se estendeu aos festivais de música de Campos do Jordão e Itu.

Foi diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Brasileira, da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, da Sinfônica da Paraíba e da Sinfônica de Porto Alegre. Participou de várias temporadas de óperas nos teatros municipais do Rio de Janeiro e São Paulo. Regeu inúmeras orquestras por todo o mundo incluindo as Filarmônicas de Berlim, Viena, Londres, Israel, Nova York e Los Angeles e as Sinfônicas de Londres, Boston Cleveland, Washington, Detroit e Dallas, entre outras. Foi conductor emeritus da Orquestra Sinfônica de Saint Louis, da qual foi diretor musical e regente, e também da Orquestra Sinfônica Pró-Arte de Hempstead.

Dedicou-se ao repertório contemporâneo e brasileiro. Estreou obras de vários compositores brasileiros, inclusive Villa-Lobos, e participou como regente das primeiras edições da Bienal de Música Brasileira Contemporânea.

Eleazar de Carvalho deixou poucas obras. São conhecidas, além de Descobrimento do Brasil (1939), uma segunda ópera, Tiradentes (1941), e as Variações sobre duas séries dodecafônicas, para percussão e orquestra de cordas (1968).

Faleceu em São Paulo, em 12 de setembro de 1996.
 
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