​Carlos Gomes Cadeira n° 15
Patrono ​Carlos Gomes
Fundador Lorenzo Fernandez
     
1° Sucessor 2° Sucessor Acadêmico atual


Antonio Carlos Gomes nasceu em Campinas, São Paulo, a 11 de junho de 1836. Com seu pai, Manuel José Gomes, mestre de banda, aprendeu a tocar vários instrumentos, inclusive o piano, integrando conjuntos, estudando e tocando um repertório constituído por peças sacras e óperas de compositores italianos e brasileiros. Datam da adolescência suas primeiras obras, geralmente peças para piano, banda, modinhas e duas Missas para coro e orquestra. Entre elas está a famosa modinha Quem sabe? (Tão longe, de mim distante) e algumas peças para piano no estilo de música de salão, cujos títulos – A Cayumba, Quilombo, Quadrilha – evidenciam um incipiente nacionalismo.

Após viagens de estudos e concertos a São Paulo transfere-se para o Rio de Janeiro em 1859, ingressando como aluno do Conservatório de Música.  Na capital do Império estudou composição com Francisco Manoel da Silva e com o maestro italiano Gioacchino Giannini. Desse período de estudos são as suas duas primeiras óperas: A Noite do Castelo (1861) e Joana de Flandres (1863), com texto em português, encenadas pela Ópera Nacional.

Por suas duas primeiras óperas recebeu a condecoração de Cavaleiro da Ordem da Rosa, dada pelo Imperador D. Pedro II, e uma bolsa para estudar na Itália com Lauro Rossi, professor do Conservatório de Milão. Seus primeiros trabalhos importantes na Itália foram as Revistas Se sa minga (1867) e Nella luna (1868), cujo sucesso abriu-lhe as portas do Teatro Scala de Milão. Em 1870 estreou Il Guarany, sua ópera mais famosa, e responsável por seu maior triunfo artístico, com elogios por parte do público, da imprensa e de seus colegas compositores.

Em 1873 foi a vez de Fosca estrear no La Scala. Apesar de hoje ser considerada por muitos o seu melhor trabalho, não alcançou o sucesso esperado pelo compositor. Com a intenção de reabilitar-se perante o público e a crítica escreveu o Salvator Rosa, que estreou em Gênova no ano seguinte, com grande sucesso. Trabalhou na reformulação da Fosca para reapresentá-la no Teatro Dal Verme, em 1878, com a célebre Hariclea Darclée no papel título.

Em 1879 estreou a Maria Tudor, baseada em um drama de Victor Hugo, levada à cena no Scala de Milão. Alternando sucessos e fracassos, Carlos Gomes projetou diversas óperas para as quais não chegou a compor a música, com exceção de Os Mosqueteiros e Morena, das quais existem trechos da partitura para canto e piano. Enfrentou também um período de crise em sua vida financeira, pois negociou mal com editores e teatros, além de crise matrimonial e a morte de três de seus quatro filhos.
Uma nova ópera, Lo Schiavo, composta em homenagem ao fim da escravidão no Brasil, a partir de um argumento do Visconde de Taunay, e dedicada à Princesa Isabel, estreou somente em 1889 no Rio de Janeiro. Pela obra recebeu do Império o título de Grande Dignitário da Ordem da Rosa. O Condor, sua última ópera, subiu à cena na temporada de 1891 do Scala.

Os últimos anos de sua vida foram marcados pela doença, crise financeira e a criação de suas duas últimas obras importantes, o Colombo e a Sonata para cordas.  Após tentativa frustrada de representação de óperas suas nos EUA, aceitou convite para voltar ao Brasil e assumir a direção do Conservatório de Belém do Pará, o que mal chega a se concretizar efetivamente, pois faleceu em 16 de setembro de 1896, pouco tempo depois de sua chegada.
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