​Brasílio Itiberê da Cunha Cadeira n° 19
Fundador ​Benedito Nicolau dos Santos
     
1° Sucessor Acadêmico atual
Compositor e diplomata, Brasílio Itiberê da Cunha nasceu em Paranaguá, no Paraná, em 01 de agosto de 1846. Era irmão do crítico musical João Itiberê da Cunha e tio do compositor Brasílio Itiberê da Cunha Luz. Sua iniciação ao piano foi feita em casa, com sua irmã Maria Lourença. Tornou-se logo pianista de renome, tendo realizado muitos concertos em seu estado natal e em São Paulo, onde frequentou a Faculdade de Direito. Realizou concertos beneficentes, como o realizado para a Sociedade Redemptora em agosto de 1870, para arrecadar fundos para a compra da liberdade de crianças escravas.

Sua obra A Sertaneja é considerada uma das primeiras composições brasileiras baseadas em material de tradição popular. Foi publicada pela Casa Levy em 1869 e tornou-se seu trabalho mais importante e conhecido.

Ingressou na carreira diplomática muito jovem, em 1870, por indicação de Pedro II, e teve postos diversos na Itália, no Peru, na Bélgica, no Paraguai e na Alemanha. Teria mantido relações de amizade com alguns dos maiores pianistas de seu tempo, como Anton Rubinstein, para quem teria escrito um Estudo de Concerto, Sgambatti e Liszt, que dizem ter tocado sua rapsódia A Sertaneja.

Faleceu em Berlim, Alemanha, enquanto ocupava o cargo de Ministro Plenipotenciário do Brasil na Prússia, em 11 de agosto de 1913.

Deixou cerca de 60 obras, a maioria para piano solo. Boa parte delas se encontra na Biblioteca Casa da Memória da Fundação Cultural de Curitiba e na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
 
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