​Arthur Napoleão Cadeira n° 18
Fundador ​Walter Burle-Marx
     
Acadêmico atual

Arthur Napoleão dos Santos nasceu no Porto, Portugal, em 06 de março de 1843. Seu pai, Alexandre Napoleão, foi pianista e professor particular do instrumento. Menino prodígio, seu primeiro recital de piano aconteceu em 1849, quando tocou a quatro mãos com seu pai em apresentação privada. No ano seguinte começaram as apresentações públicas. Em Portugal se apresentou, dentre outros lugares, na Sociedade de Concertos do Porto e no Teatro São Carlos de Lisboa. A partir de 1852 passou a excursionar pela Europa e também pela América, merecendo elogios de grandes personalidades musicais, como do compositor Hector Berlioz em crônica publicada no Journal Des Débats, após concerto de Arthur Napoleão em Paris. Sua carreira não se limitou à de solista, sendo importante sua atuação como camerista em duo com dois dos maiores violinistas de sua época: Henri Vieuxtemps e Henryk Wieniawski.

Sua primeira apresentação no Brasil se deu em 1857, quando tinha apenas 14 anos, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro. Seguiu em turnê por províncias do Rio da Prata e retornou no ano seguinte, quando tocou no Theatro São Pedro de Alcântara. Depois de muitas viagens, fixou-se definitivamente no Rio de Janeiro, em 1866. Na então capital do país tornou-se comerciante de instrumentos e partituras criando a famosa Casa Arthur Napoleão que, no papel de editora, muito incentivou e propagou a música brasileira durante décadas. Publicou também a Revista Musical e de Belas Artes, com circulação semanal, entre 1879 e 1880.

Continuou a atuar como pianista concertista e camerista, destacando-se o duo formado com o violinista cubano Joseph White. Como professor, teve entre seus alunos Chiquinha Gonzaga. Fundou em 1883 a Sociedade de Concertos Clássicos no Rio de Janeiro.
Sua obra é praticamente dedicada ao piano, embora possamos encontrar também uma opereta (O Remorso vivo) e peças para orquestra e banda (Marcha Heroica a Camões). Uma de suas obras mais importantes é  L’Africaine, grande fantasia para piano e orquestra op.28. Seus Études pour virtuoses foram compostos em 1910 e formam a parte mais importante de sua obra.

O compositor deixou escrita uma autobiografia, intitulada Memórias de Arthur Napoleão, cujo manuscrito se encontra na Biblioteca Alberto Nepomuceno da Escola de Música da UFRJ, que foi publicada em partes no jornal Correio da Manhã no ano de sua morte.  Outra obra que se tornou referência é Arthur Napoleão - Resenha comemorativa de sua vida pessoal e artística, pelo Visconde Sanches de Frias (1845-1922), obra editada em Lisboa em 1913.

Arthur Napoleão faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de maio de 1925.
 
 
 
 
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