Pedro Sinzig Cadeira n° 5
Fundador Pedro Sinzig
     
1° Sucessor 2° Sucessor Acadêmico atual


Nasceu em Linz, na Áustria, em 29 de janeiro de 1876. Após estudar música em sua terra natal veio para o Brasil, fixando-se, inicialmente, em Salvador, Bahia, em 1893. Após naturalizar-se brasileiro em 1898 e ordenar-se sacerdote, foi transferido para o sul do Brasil. Na cidade de Lages (SC), fundou, em 1902, o periódico Cruzeiro do Sul. Em 1908 se estabeleceu na cidade de Petrópolis (RJ), onde fundou o Centro da Boa Imprensa, em 1910. Residiu posteriormente no Convento de Santo Antônio, no Rio de Janeiro.
O grande destaque da vida musical de Frei Pedro Sinzig foi ser o principal agente em prol da música sacra no Brasil, tornando-se uma espécie de conselheiro com relação às questões musicais e litúrgicas.

Em 1941 criou a revista Música Sacra com o objetivo de ser um veículo divulgador e, antes de tudo, orientador sob o ponto de vista estético, musical e religioso das obras destinadas à Igreja. Foi publicada pela Editora Vozes, de Petrópolis, e mantida até o ano de 1959.

Outra importante contribuição de Frei Pedro Sinzig foi a Escola de Música Sacra, fundada em 1943, que tinha por fim preparar dirigentes para coros litúrgicos, segundo as regras eclesiásticas. Em Petrópolis, foi responsável pelo coro dos Teólogos Franciscanos. Atuou junto ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e foi um dos fundadores da Pró-Arte, organização que manteve uma escola de música, os cursos de verão de Teresópolis (RJ) e estabeleceu intercâmbio cultural entre o Brasil e a Alemanha.
 
Como compositor, deixou numerosa obra, na sua maioria religiosa, de estilo tradicional e caráter funcional. Destacam-se Missas, Te Deum, Ladainhas, Hinos Eucarísticos, uma Paixão Segundo São João, um Oratório de Natal e grande número de obras para os diversos serviços religiosos. Escreveu obras profanas, algumas de caráter didático, como os 100 Prelúdios para órgão, as Fantasias sobre modinhas populares para violino e piano e outras de pretensões mais ousadas como as Rapsódia Brasileira e Rapsódia Mariana para piano, posteriormente orquestrada. Deixou inacabada a ópera Frei Antônio.

No campo didático deixou uma importante contribuição com os livros: Os Segredos da Harmonia (1918),  Sei compor (1919), O Brasil canta (1938) e o Dicionário musical (1945), que durante anos foi o único em seu gênero no país. Até recentemente seus manuais de harmonia e composição foram utilizados amplamente no interior do país pelos músicos que não tinham acesso à literatura musical, sendo importantes agentes na formação musical.

Foi também um consultor e conselheiro de muitos compositores nos assuntos referentes à composição de música religiosa, inclusive de Villa-Lobos, que dedicou a Frei Pedro sua Missa de São Sebastião.

Frei Pedro Sinzig faleceu na cidade de Dusseldorf, na Alemanha, em 8 de dezembro de 1952. Foi sepultado no Rio de Janeiro e seu acervo musical foi transferido para o Instituto dos Meninos Cantores de Petrópolis.
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