Octavio Maul Cadeira n° 10
Fundador Octavio Maul
     
1° Sucessor Acadêmico atual

Compositor, regente e flautista, Octavio Batista Maul nasceu em Petrópolis, Rio de Janeiro, em 22 de novembro de 1901. Junto com seu pai, fundou uma banda musical na cidade natal. Estudou piano com Jaime Figueiras e harmonia com Agnelo França, ocupando o lugar de flautista no sexteto formado com seus irmãos. Em 1919, prestou exames no Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro, onde passou a frequentar a classe de contraponto e fuga de Francisco Braga, de quem foi aluno particular de composição, entre 1922 e 1926. Em 1929, fez estágios na Alemanha e Bélgica. Ao retornar ao Brasil, tornou-se aluno de Guilherme Fontainha. Em 1930, foi cofundador, junto com Alcina Navarro, do Instituto Musical de Petrópolis.

Em 1934 reingressou no Instituto Nacional de Música, onde foi aluno de regência de Francisco Mignone. Em 1936, passou a integrar o corpo docente do Conservatório Brasileiro de Música. Três anos depois, dirigiu concertos da Orquestra Sinfônica da Sociedade Pró-Música. Em 1940, lecionou, interinamente, na Escola Nacional de Música, tornando-se livre-docente na mesma instituição em 1945. Quatro anos mais tarde, foi efetivado no cargo. Participou da Sociedade Propagadora da Música Sinfônica e de Câmara fazendo parte de sua diretoria.

Dirigiu a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, apresentando obras suas, em 1951. Esteve à frente também da Orquestra Sinfônica Brasileira e da Orquestra da Escola Nacional de Música. Em 1952, realizou excursão artística ao Rio Grande do Sul. Organizou e preparou a orquestra do Conservatório Brasileiro de Música, do Rio de Janeiro, com estreia oficial em 09 de dezembro de 1960, no auditório da Associação Brasileira de Imprensa. No mesmo ano, realizou o Festival Octávio Maul, transmitido pela Rádio MEC.

Suas obras principais são: Marcha festiva (1922), Prelúdio sinfônico em dó sustenido maior (1927), Paisagem tropical (1934), Dança brasileira (1939), Iara Branca para cordas, Instantâneos para cordas, o Divertimento, para piano, violino e violoncelo (1936); Concerto Fantasia para piano e orquestra, Quarteto de cordas (1944) e diversas obras para piano destacando-se o Tríptico, o Recitativo e Balada, o Estudo em fá (1932), o Estudo em fá sustenido (1934), a Suíte mirim (1940) e a Sonata (1925). Compôs ainda música incidental para o Fausto de Goethe, em espetáculo realizado em 1948 no Teatro Quitandinha, em Petrópolis.

Faleceu em abril de 1974.
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