Martin Braunwieser Cadeira n° 7
Fundador Martin Braunwieser
     
1° Sucessor Acadêmico atual
Nasceu em Salzburg, na Áustria, em 06 de junho de 1901. Filho do mestre de capela Franz Braunwieser, foi menino cantor e ingressou no Mozarteum de Salzburg aos 14 anos de idade, onde estudou flauta com Anton Schöner, violino e viola, além de matérias teóricas com Bernhard Paumgartner. Antes de vir para o Brasil exerceu atividades musicais na Eslovênia, onde foi professor do Conservatório de Czernowitz, e na Grécia, como docente do Conservatório Estatal de Música de Atenas. Chegou ao Brasil em 1928, e tornou-se professor do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo entre os anos de 1930 e 1935. Assumiu a direção artística da Rádio Educadora Paulista (atual Rádio Gazeta) em 1932. Foi músico da Orquestra da Sociedade de Concertos Symphonicos, nos teatros Municipal, Sant'Ana, Santa Helena, sob a regência dos maestros Lamberto Baldi e Torquato Amore. Ocupou a regência, como substituto, do Coro do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo a convite de Mario de Andrade. Como regente trabalhou em sociedades corais alemãs como a Frohsinn e o Schubert Chor.
 

Em 1935 fundou, com sua esposa Tatiana Kipmann, a Sociedade Bach de São Paulo, que manteve atividades até 1977. Martin Braunwieser foi regente do coro da Sociedade Bach de 1940 a 1964 e com ele fez ouvir pela primeira vez na cidade de São Paulo obras como a Paixão Segundo São João, o Oratório de Natal e a Missa em si menor.

Participou, em 1938, da missão de pesquisas folclóricas, que percorreu o norte e nordeste do país, enviado pelo Departamento de Cultura da prefeitura paulista. Naturalizou-se brasileiro em 1938 e passou a lecionar no Instituto Musical de São Paulo, nesse mesmo ano. Entre os anos de 1948 e 1951 lecionou harmonia superior, contraponto e composição no Conservatório Musical Santa Marcelina. No Conservatório Estadual de Canto Orfeônico, ensinou regência nos anos de 1949 a 1971, tendo também organizado e dirigido, de 1949 e 1964, o ensino musical nos parques infantis da prefeitura de São Paulo.

Sua obra como compositor é pouco conhecida. Do tempo de estudante do Mozarteum de Salzburg é o Annahof Quartet, de 1922. Do ano seguinte é o poema sinfônico Das Welttheater (O teatro do mundo), baseado em obra do autor espanhol Calderón de La Barca. Do período em que esteve na Grécia há registros de duas suítes, uma para orquestra e outra para dez instrumentos de sopros, ambas compostas em 1925, as Melodias Orientais, de 1926, e uma peça para flauta e orquestra de câmara chamada Aus dem Orient, de 1927. A primeira obra composta no Brasil foi In der Fremde (No estrangeiro), uma canção para canto, flauta e piano, de 1930. Seguiram-se outras canções como Pouco desejo e Estudei anos, sobre texto de Omar Kayyam e Der Schwan (O Cisne) para coro feminino, cordas e piano. Escreveu também obras didáticas.

Faleceu em São Paulo em 01 de dezembro de 1991.
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