Mário Tavares Cadeira n° 30
Fundador ​João Batista Julião
     
1° Sucessor 2° Sucessor Acadêmico atual


Nasceu em 18 de abril de 1928 em Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte. Iniciou os estudos musicais através do violoncelo, que estudou com Tomaz Babini. Foi violoncelista da Orquestra Sinfônica do Recife e, a partir de 1947, da Orquestra Sinfônica Brasileira. No Rio de Janeiro estudou na Escola Nacional de Música, sendo discípulo de Francisco Mignone. Colaborou e estudou também com Cláudio Santoro e Victor Tevah. Foi regente titular da Orquestra de Câmara da Rádio MEC e, a partir de 1960, da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Como convidado regeu as principais orquestras brasileiras e ainda a Beethovenhalle Orchester, de Bonn, Alemanha, e orquestras nos Estados Unidos, Portugal, Porto Rico, Chile, Colômbia, Peru, Romênia e Bulgária. 

Durante dezesseis anos foi regente oficial dos Festivais Internacionais Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. Paralelamente, atuou como principal maestro dos Festivais da Canção Popular, entre 1967 e 1975, na Rede Globo de Televisão, onde foi regente da orquestra da emissora. Acompanhou grandes solistas internacionais, como Mstslav Rostropovich, Aldo Parisot, Nina Beylina, Narciso Yepes, Marguerite Long, Felícia Blumental, Magdalena Tagliaferro, Giorgy Sandor e Cláudio Arrau. Foi responsável pela estreia mundial de obras de vários compositores brasileiros, em especial Villa-Lobos, como do poema sinfônico Gênesis, do bailado Rudá e da estreia brasileira da ópera Yerma e da Fantasia Concertante para orquestra e violoncelos. 
Como compositor recebeu vários prêmios nacionais, com destaque para o I Concurso para Compositores Jovens do Brasil do programa Música e Músicos do Brasil da Rádio MEC (1959), o Concurso de Composição do Cinquentenário do Teatro Municipal l (1959), o da Secretaria de Estado de Cultura da Guanabara de Música de Bailado para o Theatro Municipal (1963) e o Concurso de Composição do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro, promovido pelo Serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério da Educação e Cultura.

Mário Tavares foi fundador da Associação Brasileira de Violoncelistas e membro honorário da Sociedade Brasileira de Musicologia. Foi agraciado pelo governo brasileiro com a Ordem do Rio Branco, no grau de comendador, e primeiro regente brasileiro a receber o Prêmio Nacional da Música - MINC/95.

De sua obra se destacam a Introdução e Dança Brasileira no1 (1953), a Moda e Ponteio, para harpa e cordas (1954), Potiguara – Dança Brasileira no2 (1958) para cordas, o Concertino para flauta, oboé e cordas (1959), o Concerto para violino (1987), Concerto para viola (1988) e Concerto para violoncelo (1981), duas Sinfonias (1979 e 1991), os Duos Didáticos, para diferentes formações, duas Sonatas para violoncelo (1954 e 1978) e grandes obras corais sinfônicas, como Ganguzama (1963) e Rio, epopeia do morro (1965).

Foi professor do Conservatório de Música de Niterói, da Escola de Música Villa-Lobos e dos Seminários de Música da Pro-Arte. Na Escola de Música da UFRJ foi professor visitante da graduação e pós-graduação. Em 2002 recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi eleito para a Academia Brasileira de Música em 1988.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 05 de fevereiro de 2003.
 
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