Manoel Joaquim de Macedo Cadeira n° 21
Fundador Claudio Santoro
     
1° Sucessor Acadêmico atual

Manoel Joaquim de Macedo Júnior nasceu na cidade de Cantagalo/RJ, em 25 de novembro de 1845. São escassas as informações biográficas e não há referências sobre sua formação musical inicial. Sabe-se, no entanto, que entre 1860 e 1862 partiu para a Bélgica, onde teria sido aluno do Conservatório de Bruxelas e estudado com Henry Vieuxtemps. Retornou ao Brasil entre 1869 e 1871 e se estabeleceu no Rio de Janeiro. Em 1879 pleiteou o cargo de mestre da Capela Imperial, mas não tomou posse e não atuou efetivamente. Em janeiro de 1880 estreou a opereta Antonica da Silva, com libreto de seu tio Joaquim Manoel de Macedo, no Teatro Fenix Dramática. No ano seguinte foi exonerado do posto na Capela Imperial.

Em 1883 transferiu-se para a cidade de Leopoldina, em Minas Gerais, onde conheceu sua esposa, Cecília de Macedo. É encontrado posteriormente residindo em Barbacena (1896) e Juiz de Fora, sobrevivendo com aulas de violino e eventuais concertos. Em 1909 conseguiu uma bolsa do governo de Minas Gerais e partiu para Bruxelas, onde trabalhou na conclusão de sua ópera Tiradentes. Em 1910 trechos da ópera foram apresentados em concerto com a presença do Rei da Bélgica. Em 1922 retornou ao Brasil, passando a residir na cidade de Cataguases, deixando, no entanto, boa parte de suas composições com a filha na Europa.

De sua produção restam conhecidas hoje poucas obras. Das mencionadas, a ópera Tiradentes pertence ao acervo da Biblioteca da Escola de Música da UFMG e foi encenada no Palácio das Artes de Belo Horizonte, em abril de 1992, com Inácio De Nonno no papel título e a regência de Roberto Duarte. Da opereta Antonica da Silva não se sabe o paradeiro. Há referências sobre seis concertos para violino e orquestra, dos quais apenas o último sobreviveu em redução para piano. O manuscrito se encontra na Seção de Música da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Também na Biblioteca Nacional são encontradas obras impressas, como o Álbum pour piano – Onze morceaux, impresso pela editora Bevilacqua, com miniaturas para piano solo e violino e piano, a Sonata para piano op.158 e o Poema Sinfônico op.160, dedicado a Floriano Peixoto, em redução para piano. No Almanack Garnier foi publicada em 1909 a canção Una Lacrima e no acervo de Flausino Vale encontra-se o manuscrito da Fantasia sobre temas de Moniuszko op.154, para violino e piano.
 
 Faleceu no dia 1o de dezembro de 1925, aos 80 anos.
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