Luís Cosme Cadeira n° 8
Patrono Pedro I
Fundador Luís Cosme
     José Siqueira
1° Sucessor 2° Sucessor Acadêmico atual

Compositor gaúcho, além de violinista e musicólogo, Luís Cosme deixou uma obra relativamente pequena, em parte por ter falecido com apenas 57 anos (Porto Alegre 1908 - Rio de Janeiro, 1965). Estudou música no Conservatório de Porto Alegre, onde foi aluno de Assuero Garritano, e Oscar Simm. Ganhou uma bolsa para estudar violino e composição no Conservatório de Cincinatti, em Ohio, nos EUA, onde foi por dois anos spalla da orquestra da instituição.  Após breve estada em Paris, voltou para Porto Alegre em 1930 e se tornou professor do Instituto Musical de Porto Alegre e do Colégio Metodista Americano. Fez a sua estreia como compositor, em concerto público, em 1931, na Sala Beethoven. No mesmo ano apresentou sua obra no Rio de Janeiro, onde passou a morar a partir de 1932.

Na capital do país Luís Cosme tornou-se violinista da Orquestra da Rádio Nacional e da Orquestra do Theatro Municipal. A atividade profissional de Luís Cosme se concentrou no Instituto Nacional do Livro e na Rádio MEC, onde foi produtor de programas. Escreveu vários livros sobre música, entre eles Música e Tempo (1952), Introdução à Música (1954), o Dicionário musical (1957), Música, sempre música (1959) e Música de Câmara (1961).

Recebeu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul o título de Doutor Honoris Causa e Prêmio Rádio Jornal do Brasil de 1963, como melhor compositor do ano.

A sua mais importante obra, o bailado Salamanca do Jarau, foi estreada pela Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a regência de Villa-Lobos, em 1936. No ano seguinte, a mesma obra foi regida em São Paulo, por Francisco Mignone, com a Orquestra Sinfônica Municipal. É de se notar que ambos os regentes foram presidentes da Academia Brasileira de Música. Um terceiro acadêmico foi responsável pela única gravação existente da obra. Mário Tavares a registrou com a Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC para o selo Odeon.

De sua obra destacam-se, além da já citada, o bailado Lambe-lambe, o Quarteto de cordas (1933), a Pequena Suíte (1932) para quarteto com piano, Mãe D’Água Canta (1931) e Oração a Teiniaguá (1932), ambas para violino e piano e a segunda também em versão orquestral, e as trilhas sonoras para os filmes Maria Bonita (1942) e Vento Norte (1949). Compôs ainda uma série de canções sobre texto de Cecília Meireles: Cantiga, Chorinho e Modinha, todas em 1947, e Madrugada no Campo, de 1949.
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