Lorenzo Fernandez Cadeira n° 15
Patrono ​Carlos Gomes
Fundador Lorenzo Fernandez
     
1° Sucessor 2° Sucessor Acadêmico atual


Oscar Lorenzo Fernandez, de ascendência espanhola, nasceu no Rio de Janeiro, a 04 de novembro de 1897. Depois de iniciar estudos de Medicina, que não concluiu, decidiu-se pela música, ingressando em 1917 no então Instituto Nacional de Música (INM), onde estudou piano com J. Octaviano e Henrique Oswald, matérias teóricas e composição com Frederico Nascimento, Francisco Braga e Luciano Gallet, recebendo também a orientação de Alberto Nepomuceno.

Em 1922 recebeu os três primeiros lugares no Concurso de Composição da Sociedade de Cultura Musical, com Noturno e Arabesque para piano e a canção Cisne. Em 1923 foi nomeado professor substituto de seu professor Frederico Nascimento, no INM.  De 1924 é o Trio Brasileiro, para violino, violoncelo e piano, no qual já se evidencia a orientação nacionalista de sua obra. Em 1925 foi efetivado como professor do INM. No mesmo ano sua Suíte Sinfônica op.33 foi estreada pela Orquestra do INM sob a regência de Humberto Milano. Uma importante obra de câmara foi escrita no ano seguinte, o Quinteto op.37 para sopros, primeira composição brasileira para tal formação. Novas obras sinfônicas surgiram em 1928, o bailado Imbapára, e 1929, a Suíte Reizado do Pastoreio, que inclui o famoso Batuque gravado anos depois por Toscanini e Leonard Bernstein. No ano seguinte escreveu uma de suas peças para piano mais tocadas, os Três Estudos em Forma de Sonatina.

Fundou, em julho de 1930, o periódico Ilustração Musical, onde publicou artigos sobre educação musical e canto coral. A partir de 1932 passou a colaborar com Villa-Lobos na Superintendência de Educação Musical e Artística do Distrito Federal. Em 1934 foi convidado para integrar o corpo docente do Conservatório de Música do Distrito Federal e em 1936 fundou o Conservatório Brasileiro de Música. No mesmo período compôs a Valsa Suburbana para piano (1932), as Três Suítes Brasileiras para piano (1936/1938) e seu único Concerto para piano e orquestra (1935).

No final da década de 1930 seu Batuque ganhou expressão internacional ao ser editado pela Ricordi italiana e executado em Washington, Nova York, Berlim e México. Em 1938 o compositor, comissionado pelo governo brasileiro, regeu concertos na Argentina, Uruguai, Colômbia, Chile, Peru, Cuba e Panamá. Em 1940, em sua excursão pela América Latina, a Orquestra da NBC, regida por Toscanini, incluiu o Batuque em vários concertos, inclusive no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A peça foi executada ainda em Boston e Roma.

O ano de 1941 é marcado pela estreia de sua ópera Malazartes, em 30 de setembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a regência do próprio compositor. No ano seguinte passou a integrar o corpo docente do Conservatório Nacional de Canto Orfeônico, a convite de Villa-Lobos. Sua produção na década de 1940 inclui o Concerto para violino e orquestra (1942), estreado em 1945 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a regência de Erich Kleiber e Oscar Borgerth como solista, a Sinfonia no1 (1945), as Invenções Seresteiras para sopros (1944), a Sonata Breve, para piano (1947), a Sinfonia no2 “Caçador de Esmeraldas” (1947) e a derradeira obra, as Variações Sinfônicas, para piano e orquestra (1948).

No dia 26 de agosto de 1948 Lorenzo Fernandez regeu, no Salão Leopoldo Miguéz, o concerto comemorativo do centenário de fundação da Escola Nacional de Música, com a orquestra da instituição. Na manhã de 27 de agosto foi encontrado morto em sua residência, tendo falecido durante o sono.
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