José Penalva Cadeira n° 27
Fundador Silvio Deolindo Froes
     
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Nasceu em Campinas/SP, em 15 de maio de 1924. José de Almeida Penalva começou o estudo de música com a mãe, pianista e cantora. Aos 11 anos ingressou no Seminário de Rio Claro, onde prosseguiu os estudos musicais. Aos 14 anos assumiu a regência do coro do seminário e lá permaneceu até 1940, quando se transferiu para Guarulhos. 
 


Estabeleceu-se em Curitiba em 1942, ordenando-se sacerdote aos 25 anos. Realizou o mestrado em teologia na Faculdade Nossa Senhora da Assunção e o doutorado na Universidade Gregoriana em Roma, Itália. No mesmo período frequentou cursos de especialização em música da Renascença e Canto Gregoriano no Pontifício Instituto de Música Sacra, onde estudou com Domenico Bartolucci e Rafaelle Baratta. Retornou ao Brasil em 1958 e estudou harmonia, contraponto e fuga com Savino De Benedictis e composição com Damiano Cozzella.

Foi professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná e da Escola Superior de Música de Blumenau. Como professor convidado participou de festivais e cursos de férias em cidades como Campos do Jordão, Curitiba, Goiânia, Londrina, Rio de Janeiro e Teresópolis. Lecionou também teologia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Em parceria com Roberto Schnorrenberg fundou o Festival Internacional de Música de Curitiba. Fundou e presidiu a Sociedade Pró-Música de Curitiba. Foi membro fundador da Sociedade Brasileira de Musicologia e da Sociedade Brasileira de Música Contemporânea. Integrou o Conselho Estadual de Cultura do Paraná, a Comissão Paranaense de Folclore e o Conselho do Museu da Imagem e do Som de Curitiba.

Como regente coral esteve à frente do Coro Pró-Música, do Coro do Studium Theologicum e do Madrigal Vocale, apresentando inclusive obras de sua autoria e de outros compositores com a Orquestra de Câmara de Blumenau, a Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba e a Camerata Antiqua de Curitiba.

Como musicólogo trabalhou na organização do Arquivo Musical Arquidiocesano de Mariana/MG. Destacou-se por suas pesquisas sobre Carlos Gomes, tendo sido premiado no Concurso de Monografias promovido em 1986 pela FUNARTE. A investigação realizada na Itália, sob o patrocínio do Conselho Federal de Cultura, resultou na publicação do livro Carlos Gomes, o compositor. Exerceu também a crítica musical, com o pseudônimo de Affonso Vilhena nos jornais Voz do Paraná e Gazeta do Povo.

Entre os prêmios recebidos destaca-se o primeiro lugar no Concurso de Composição Lasar Segall de São Paulo. É cidadão honorário do Paraná. Foi eleito para a Academia Brasileira de Música em 1994.

Em seu catálogo de obras constam 291 composições para os mais diversos gêneros e formações. Algumas de suas principais obras são: Espaços (1987), Mythos (1990) e a Abertura (Frevo, Coral e Fuga - 1995) para orquestra sinfônica; Contra-Punctum (1985) e os Três momentos (1990) para orquestra de cordas; os Concertino para cravo (1989) e Concertino para violino (1991); três Sonatas para piano; a cantata Obsequium, para coro e orquestra (1980) e extensa produção para coro, em especial música sacra.

Em 2000 a pesquisadora Elisabeth Prosser publicou o livro Um olhar sobre a música de José Penalva: catálogo comentado.

Faleceu em Curitiba, em 20 de outubro de 2002.

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