José Maria Xavier Cadeira n° 12
Fundador Octavio Bevilacqua
     
1° Sucessor Acadêmico atual
Nasceu em São João del Rei a 23 de agosto de 1819 e faleceu nesta mesma cidade a 22 de janeiro de 1887. Era filho de João Xavier da Silva Ferrão e de Maria José Benedita de Miranda. Era sobrinho, por parte de mãe, do compositor e professor Francisco de Paula Miranda, que foi diretor da Orquestra Lira Sanjoanense e era pai do também compositor Francisco Martiniano de Paula Miranda. Com o tio realizou estudos de música, tendo estudado canto, clarineta e violino. Complementou sua formação com os estudos de Latim, Francês, História, Geografia e Filosofia. Ordenou-se padre em 1846.

Em 1872, recebeu a Medalha de Prata da V Semana Industrial Mineira, realizada em Juiz de Fora, como prêmio por suas obras. São muitas as referências a ele em obras literárias e históricas, assim como em relatos de viagens e em diários. O próprio imperador Pedro II a ele se refere em seu diário, quando menciona sua admiração pelo Te Deum ouvido em 25 de abril de 1881 na Matriz do Pilar, em homenagem à visita do Imperador a São João del Rei.

São conhecidas mais de cem obras de José Maria Xavier, muitas das quais de grandes dimensões, conservadas em arquivos de manuscritos musicais de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.

Sua obra é executada principalmente em São João del Rei, pelas bicentenárias orquestras Lira Sanjoanense e Ribeiro Bastos, assim como em outras cidades mineiras, notadamente Prados e Ouro Preto. Especialmente no período da Semana Santa sua obra pode ser ouvida nas igrejas mineiras. Suas Matinas do Natal chegaram a ser editadas na Alemanha, representando um raro exemplo de música sacra oitocentista mineira com partitura impressa. De sua autoria são também as músicas para o Ofício de Ramos, para os Ofícios de Trevas, para o Ofício de Sexta-feira Maior, as Novenas de São Sebastião, Nossa Senhora das Mercês as Matinas da Assunção de Nossa Senhora, do Espírito Santo e de Nossa Senhora da Conceição.

Em 2004 seu Ofício de Trevas, as Matinas de Sábado Santo e as Matinas da Ressurreição foram gravados pelo Coral Lírico do Palácio das Artes e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, sob a regência de Marcelo Ramos.
 

 
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