Jayme Ovalle Cadeira n° 3
Fundador Radamés Gnattali
     Jayme Ovalle
1° Sucessor Acadêmico atual


Jayme Rojas de Aragón y Ovalle nasceu em Belém, Pará, em 05 de agosto de 1894 e faleceu em 09 de setembro de 1955. É uma das figuras mais curiosas do modernismo brasileiro. Não teve educação formal. Frequentou o colégio dos Irmãos Maristas em Belém, mas por breve período. Ovalle realizou sua iniciação musical através de sua irmã, Cherubina. Teve aulas de bandolim e piano com o maestro italiano Edoardo Pierantoni, mas seguiu como autodidata.
 
Ainda adolescente mudou-se para o Rio de Janeiro, onde entrou em contato com diversos artistas, entre eles os compositores Heitor Villa-Lobos e Luciano Gallet e escritores como Vinícius de Moraes, Murilo Mendes, Manuel Bandeira e Fernando Sabino, entre outros. Fez concurso para a Fazenda Nacional, vindo a ocupar delegacias do Tesouro Nacional em Londres e em Nova York. Foi em Londres que compôs quase toda a sua obra, publicada depois de seu retorno ao Rio de Janeiro, em 1937. É autor de poucas peças, sendo a grande maioria música para piano e canções. Tornou-se conhecido com canções como Azulão e Modinha, ambas com letra de Manuel Bandeira e gravadas muitas vezes por inúmeros intérpretes no Brasil e no exterior.
 
A maior parte de sua pequena produção musical data da metade da década de 20. Foram 33 composições de sua autoria, quantidade que considerava suficiente, pois em seu misticismo remetia à idade de Cristo. Além de compositor foi também poeta, mas nada publicou. Deixou inacabada a obra The foolish bird (O pássaro tolo) escrita em inglês.
 
Sua biografia foi escrita pelo jornalista Humberto Werneck e recupera sua vida familiar e amorosa, a boemia na Lapa, seu trabalho como servidor público e sua música.
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