Fructuoso Vianna Cadeira n° 2
Fundador Fructuoso Vianna
     
1° Sucessor 2° Sucessor Acadêmico atual
Nasceu em 06 de setembro de 1896, em Itajubá, Minas Gerais. Seu pai, Miguel Archanjo de Souza Vianna, era pianista e cantor amador. Seus tios Luiz e José Ramos de Lima foram músicos e compositores. Fructuoso de Lima Vianna iniciou os estudos de piano na sua cidade natal com a professora Antonina Chambelin Bourret. Em 1912 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se tornou aluno da professora Alzira Manso. Interrompeu os estudos em 1915 para realizar uma longa turnê de concertos por Minas Gerais e São Paulo. Em 1917 foi readmitido no Instituto Nacional de Música quando se tornou aluno de Henrique Oswald. Concluiu o curso em 1919. No mesmo ano conheceu Villa-Lobos e tornou-se um de seus principais intérpretes. Formou com o violinista Mário Ronchini e o violoncelista Newton Pádua o Trio Brasileiro. Foi como integrante do trio que participou da famosa audição privada organizada por Villa-Lobos para o pianista Arthur Rubinstein, em 1921, no Palace Hotel, quando o grande virtuose pela primeira vez ouviu a obra do compositor carioca, da qual passaria a ser um dos defensores.

Como intérprete de Villa-Lobos, Fructuoso Vianna participou da Semana de Arte Moderna de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo. No ano seguinte partiu para a Europa a bordo do navio Marseille, onde conheceu Alberto Santos Dumont e deu recitais para os passageiros durante a travessia do Atlântico. Após estada inicial em Paris seguiu para Berlim, onde permaneceu por dez meses sob a orientação de Rudolf Hanschild. Em seguida rumou para Bruxelas, na Bélgica, onde foi discípulo de Arthur de Greef. Por fim, residiu em Paris, onde trabalhou o repertório francês moderno com a professora Blanche Selva.

Retornou ao Brasil em 1926, quando conheceu Mário de Andrade. Dedicou-se à carreira de concertista e realizou inúmeros recitais em turnês pelo Brasil. Tornou-se professor de piano do Conservatório Mineiro de Música a partir de 1929 e no ano seguinte se transferiu para São Paulo, onde integrou o corpo docente do Conservatório Dramático e Musical. Em 1938 foi indicado por Camargo Guarnieri para substituí-lo como regente do Coral Paulistano, sendo nomeado por Mário de Andrade. Permaneceu à frente do grupo até 1940 quando, após retorno de Guarnieri da Europa, deixou a função e seguiu para uma série de concertos pelo Rio Grande do Sul. Em 1941 voltou a residir no Rio de Janeiro, onde se engajou no projeto de Canto Orfeônico como professor do Colégio Bennett e da Escola Técnica Nacional.

Como compositor escreveu, sobretudo, música para piano, canções e obras corais. Após sua aposentadoria em 1966 enfrentou dificuldades financeiras, o que motivou um abaixo assinado subscrito por artistas e intelectuais brasileiros que solicitaram, em 1973, ao então Ministro da Educação, Jarbas Passarinho, uma “pensão especial ao artista, ao compositor que muito fez pela arte musical brasileira”. Assinaram o documento, entre outros, os musicólogos Andrade Muricy, Adhemar Nóbrega e Mozart de Araújo, os escritores Carlos Drummond de Andrade, Josué Montello e Dom Marcos Barbosa, os juristas Raymundo Faoro e Afonso Arinos e os ex-reitores da UFRJ, Pedro Calmon, Djacir Meneses e Raymundo Moniz de Aragão.

Fructuoso Vianna faleceu no Rio de Janeiro, em 1976.

Em 2003 a Academia Brasileira de Música publicou o livro Fructuoso Vianna, orquestrador do piano, de autoria de Marcos Câmara de Castro, a mais importante referência biográfica sobre o compositor.
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