Domingos Caldas Barbosa Cadeira n° 3
Fundador Radamés Gnattali
     Jayme Ovalle
1° Sucessor Acadêmico atual


O pai de Domingos Caldas Barbosa, o português Antônio Caldas Barbosa, era funcionário da corte portuguesa na colônia de Angola, na África. Foi transferido para o Rio de Janeiro e trouxe consigo sua escrava, Antônia de Jesus. Grávida, ela deu à luz logo após desembarcar. O poeta e violeiro Domingos Caldas Barbosa nasceu no Rio de Janeiro, provavelmente em 04 de agosto de 1740, dia de São Domingos. Aos 12 anos foi matriculado no Colégio dos Jesuítas, revelando desde cedo seus dotes artísticos. Compunha, cantava modinhas e fazia versos satíricos. Ficou famoso como tocador de viola, sem, no entanto, saber ler ou escrever música, pois apenas as letras de suas canções sobreviveram.

Em 1762 assentou praça no regimento sediado na Colônia do Sacramento, no Sul do Brasil. Quando esta colônia foi ocupada pelos espanhóis, voltou ao Rio de Janeiro e obteve baixa. Por intermédio do Conde de Pombeiros, transferiu-se para Portugal onde continuou seus estudos na Universidade de Coimbra. Abandonou o curso e se transferiu para Lisboa, onde foi ordenado presbítero secular em 1788 e tornou-se capelão da Casa da Suplicação. Foi recebido como membro da Arcádia Lusitana, adotando o nome de Lereno Selenuntino. Ficou extremamente popular no reino, com suas modinhas e lundus, que apresentava em saraus de casas distintas. Muitas de suas obras apareceram também no livro Viola de Lereno, editado em Lisboa no ano de 1798.

Segundo o pesquisador José Ramos Tinhorão, seu principal biógrafo, o compositor e poeta brasileiro faleceu em Lisboa, em 09 de novembro de 1800.  
 
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