Claudio Santoro Cadeira n° 21
Fundador Claudio Santoro
     
1° Sucessor Acadêmico atual
Claudio Franco de Sá Santoro nasceu em Manaus, Estado do Amazonas, em 23 de novembro de 1919. Estudou violino em sua cidade natal e aos 13 anos transferiu-se para o Rio de Janeiro para prosseguir os estudos com Edgard Guerra. Em 1940 foi um dos músicos fundadores da Orquestra Sinfônica Brasileira, atuando no naipe de violinos. No mesmo ano iniciou os estudos de composição com Hans-Joachim Koellreutter e integrou o Grupo Música Viva. Em 1943 ganhou o Chamber Music Guild de Washington por seu Quarteto de cordas no1 e em 1945 foi distinguido com bolsa da Guggenheim Foundation Fellowship. Por sua militância no Partido Comunista teve sua entrada impedida nos Estados Unidos e rumou para Paris, com bolsa do governo francês para estudos com Nádia Boulanger. Na Europa participou do II Congresso de Compositores Progressistas, em Praga, na Tchecoslováquia, como delegado brasileiro. Ao contato com as teorias de Jdanov e do Realismo Soviético para as artes alterou sua orientação estética e aderiu ao nacionalismo musical.

De volta ao Brasil em 1949 passou um período em fazenda na Serra da Mantiqueira. Voltou ao Rio de Janeiro em 1950 para trabalhar na Rádio Tupi e Rádio Clube do Brasil. Em seguida ingressou na Rádio Ministério da Educação como diretor artístico e fundou a Orquestra de Câmara da Rádio MEC. Na década de 1950 realizou turnês de concertos pela União Soviética e países da Europa Oriental onde executou e gravou obras como a Sinfonia no4 “Da Paz”, Canto de Amor e Paz e o Ponteio, para cordas. Durante estada em Paris, em 1957, criou as Canções de Amor em parceria com Vinícius de Moraes.

Em 1962, a convite de Darcy Ribeiro, criou o departamento de música da Universidade de Brasília. Após o golpe militar de 1964, Santoro rumou para Heidelberg, na Alemanha, onde lecionou composição e regência na Escola Superior de Música. Na Alemanha foi ainda “Compositor Residente” da Casa de Brahms (Baden Baden). Em 1978 retornou ao posto na UNB e assumiu a direção da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional.

Durante sua carreira Santoro foi distinguido com inúmeros prêmios como o da Associação de Críticos Teatrais do Rio de Janeiro (1950), Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (1951 e 1958), Theatro Municipal do Rio de Janeiro (1960), Golfinho de Ouro do Governo do Estado do Rio de Janeiro (1977) e Prêmio Shell (1985), entre outros.

Recebeu condecorações do Governo do Amazonas (1969), da República Federal da Alemanha (1979), Medalha do Mérito do Estado do Amazonas (1982), Ordem do Rio Branco (1985), Ordem do Mérito de Brasília (1986), Governo da Bulgária (1986), Governo da Polônia (1987), Ordem do Mérito do Alvorada (1987), Governo da França (póstumo, 1989). Recebeu postumamente também o titulo de Cidadão Honorário de Brasília (2003) e o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Brasília (2005).
Como regente convidado dirigiu algumas das mais importantes orquestras do mundo como as filarmônicas de Leningrado, Bucarest, Sofia e Varsóvia, as sinfônicas do Porto, de Magdeburg, da Rádio de Praga, da Rádio de Leipzig, Estatal de Moscou, RIAS

Berlin, ORTF de Paris, OSSODRE de Montevidéu, Beethovenhalle de Bonn e as principais orquestras brasileiras.

Claudio Santoro faleceu em Brasília, a 27 de março de 1989 e sua obra está sob a responsabilidade da Associação Cultural Cláudio Santoro, em Brasília (http://www.claudiosantoro.art.br/
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