Camargo Guarnieri Cadeira n° 23
Fundador Camargo Guarnieri
     
Acadêmico atual


Mozart Camargo Guarnieri nasceu em Tietê, São Paulo, em 01 de fevereiro de 1907. O pai, Miguel Guarnieri, era barbeiro e flautista. Sua mãe, Géssia Arruda Camargo Penteado, era pianista. Deles recebeu as primeiras lições, prosseguindo com Benedito Flora e Virgínio Dias. Em 1923 mudou-se para São Paulo e trabalhou como pianista em cinemas e cafés. Passou a estudar com Ernani Braga e, pouco depois, com Antônio de Sá Pereira e Lamberto Baldi. Em 1928 conheceu Mário de Andrade, que o encaminhou para a música nacionalista.  No mesmo ano ingressou como professor no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, onde ficou até 1933.

Em 1935 assumiu a regência do Coral Paulistano, onde ficou por três anos. Em 1938 seguiu para Paris, onde realizou estudos com Charles Koechlin e François Rühlmann. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial retornou ao Brasil.

Em seguida voltou seu interesse para os Estados Unidos, onde permaneceu por seis meses no ano de 1942, como bolsista do Departamento de Estado e da Pan-American Union. No mesmo ano ganhou o primeiro lugar no Concurso Internacional Fleischer Music Collection, com seu Concerto para violino e orquestra. No mesmo período dirigiu a Sinfônica de Boston. Em 1945 assumiu a direção da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo.

Na década de 1950 atuou como assessor do Ministro da Educação, Clóvis Salgado. Foi a época da Carta Aberta aos Músicos e Críticos do Brasil, documento no qual condenou o dodecafonismo, e exortou os compositores a permanecerem na trilha do nacionalismo musical.

Criou em 1975 a Orquestra Sinfônica da USP, da qual foi regente titular por quase duas décadas.

Como professor de composição criou uma verdadeira escola e orientou importantes compositores de diferentes gerações como Osvaldo Lacerda, Sérgio de Vasconcellos-Corrêa, Aylton Escobar, Almeida Prado e Marlos Nobre.

Sua obra é rica e diversificada, abrangendo os mais diferentes gêneros. Escreveu sete Sinfonias; seis Concertos para piano; concertos e peças concertantes para violino, viola, violoncelo, flauta e clarineta; diversificada música de câmara, incluindo três quartetos de cordas, sete sonatas para violino e piano e três para violoncelo e piano. Na música para piano solo se destacam as sonatas e sonatinas e os 50 Ponteios. Abordou também a música para cinema (Rebelião em Vila Rica) e a ópera (Pedro Malazartes e Um homem só). Deixou também grande número de canções, obras para coro e música sacra.

Em 1992 recebeu da Organização dos Estados Americanos (OEA) o Prêmio Gabriela Mistral como “Maior Músico das Américas”.

Faleceu em São Paulo, em 13 de janeiro de 1993.
 
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