Brasílio Itiberê Cadeira n° 9
Fundador Paulino Chaves
     
1° Sucessor 2° Sucessor Acadêmico atual
Brasílio Itiberê da Cunha Ferreira Luz nasceu em Curitiba (PR), em 17 de maio de 1896. Era sobrinho de Brasílio Itiberê da Cunha, autor de A Sertaneja. Iniciou o estudo do piano com o tio, prosseguindo depois com Leo Kessler. Transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se formou engenheiro civil. Conheceu Ernesto Nazareth e Pixinguinha. Participou do Concurso de Composição da Associação de Artistas Brasileiros em 1935, ganhando o primeiro prêmio com a peça Invocação, canto e dança para piano, que foi interpretada na ocasião pelo pianista Radamés Gnattali. Decidido a seguir a carreira musical ingressou como professor de folclore do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em seguida ganhou o concurso de composição do jornal A Noite, com a peça Ponteio para São João, para canto e piano. Em 1942, a convite de Villa-Lobos, assumiu a cadeira de etnografia musical no Conservatório Nacional de Canto Orfeônico.

A parte mais substancial de sua obra é representada pelas peças para canto, coro e piano. Além das já citadas podemos destacar Cordão de Prata e A Infinita vigília (1941) para canto e piano; Rito do irmão (1942), Estância (gravado por Cleofe Person de Mattos à frente da Associação de Canto Coral para o selo Festa, em 1969) e Epigrama para coro a capella; o Salmo 150 para coro e orquestra; a Suíte Litúrgica Negra (1939) e a Tocata para piano. Na música de câmara deixou poucas obras, dentre elas um Trio e um Quarteto de cordas.

Faleceu em 10 de dezembro de 1967, no Rio de Janeiro.
 
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