Bidu Sayão Cadeira n° 3
Fundador Radamés Gnattali
     Jayme Ovalle
1° Sucessor Acadêmico atual


Balduína de Oliveira Sayão, soprano, conhecida como Bidu Sayão, nasceu no Rio de Janeiro, em 11 de maio de 1902. Estudou canto com Elena Teodorini, uma romena que vivia no Brasil. Fez sua estreia aos 18 anos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro cantando Lucia de Lammermoor, de Donizetti. Sua professora a levou para a Romênia, onde continuou seus estudos. Mais tarde foi para Nice, na França, onde se tornou aluna de Jean de Reszke, tenor polonês que a ajudou a consolidar sua técnica vocal. Retornou ao Rio de Janeiro em 1926, para interpretar a Rosina em O Barbeiro de Sevilha no Theatro Municipal.

Seu primeiro marido foi Walther Mocchi (1870-1955), empresário italiano cuja companhia era responsável pelas temporadas líricas do Rio de Janeiro e de Buenos Aires.

Atuou em alguns dos mais importantes palcos da Europa. Estreou no Scala de Milão em 1930 e no ano seguinte na Ópera de Paris. Possuía em seu repertório mais de vinte papéis, com destaque para a Ceci em Il Guarany de Carlos Gomes, Amina em La sonnambula e Elvira em I Puritani, de Bellini, Zerbinetta em Ariadne auf Naxos de Richard Strauss, Gilda, no Rigoletto, e Violeta em La Traviata de Verdi, Mimi em La Bohéme, de Puccini e a Suzana de As Bodas de Fígaro, de Mozart.

Em 30 de dezembro de 1935 Bidu Sayão fez sua estreia nos EUA, em recital no Town Hall de Nova York. No ano seguinte interpretou La Demoiselle Élue, de Debussy, em concerto regido pelo maestro Arturo Toscanini no Carnegie Hall, também em Nova York. Na mesma cidade estreou no Metropolitan Opera House em 1937, interpretando o papel título da ópera Manon, de Jules Massenet. Permaneceu por mais de 15 anos nas temporadas do Metropolitan, tendo participado de mais de 200 apresentações em 12 diferentes produções. Tornou-se uma das artistas mais queridas do público americano, a ponto de merecer um quadro, de autoria do artista Curtis Ether, em um dos salões do Metropolitan Ópera House.

Bidu Sayão foi a responsável pela estreia da Bachianas Brasileiras no5, de Villa-Lobos nos EUA, em concerto com a Filarmônica de Nova York regido pelo maestro Walter Burle Marx, em 04 de maio 1939.

Foi condecorada pelo governo dos EUA por suas apresentações para as tropas americanas durante a Segunda Guerra Mundial.

Bidu Sayão se retirou dos palcos em 1958. No ano seguinte foi requisitada por Villa-Lobos para a gravação de Floresta Amazônica, uma obra retrabalhada pelo compositor a partir da trilha sonora que havia escrito para o filme Green Mansions (1959) de Mel Ferrer e estrelado por Audrey Hepburn para a Metro-Goldwyng Mayer. O registro se tornou antológico e com ele Bidu Sayão encerrou definitivamente sua carreira

A cantora se estabeleceu com seu segundo marido, o barítono Giuseppe Danise (1883-1963) em Lincolnville, no Estado do Maine, nos EUA. Em 1995 voltou ao Rio de Janeiro para ser homenageada pela Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, que a escolheu como enredo para o desfile de carnaval daquele ano.

Faleceu em 13 de março de 1999.


 
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